Lei dá incentivos para atrair âncoras a Suape

Governo decide dar incentivos sobre o valor dos terrenos de propriedade do Estado

Humberto (PT) participou do 5º Encontro da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA), que ocorreu no Assentamento Normandia Humberto (PT) participou do 5º Encontro da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA), que ocorreu no Assentamento Normandia  - Foto: Assessoria de Comunicação / Humberto Costa

 

A partir de agora, as empresas que se instalarem no Complexo Industrial Portuário de Suape ganharão incentivos sobre o valor do imóvel de propriedade do Estado. Publicada no Diário Oficial de ontem, a Lei visa facilitar a atração de indústrias âncoras, cujos investimentos e geração de empregos são de grande relevância para a economia local.

 A primeira a se beneficiar com a medida será a Aché Laboratórios, multinacional com 50 anos de atuação no mercado farmacêutico, e que, em breve, se instalará em Suape, com investimento de R$ 500 milhões na construção de uma fábrica de medicamentos e um centro de distribuição. Hoje, o presidente da companhia assina contrato do início das operações com o governador Paulo Câmara.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sdec), Thiago Norões, disse que, há muito tempo, a gestão enxergava Suape como um patrimônio imobiliário. “Ou seja, com a publicação dessa Lei, não vamos doar terrenos no Complexo, mas sim arrendar ou alienar. Quando entrou em período de crise e como têm muitas empresas com vocação para se instalar no Porto, percebemos que podíamos vender a área por um custo abaixo do valor de mercado. É um incentivo”, explicou. Antes, frisou Norões, ou a empresa comprava o imóvel pelo valor de avaliação ou o Estado doava, como fez com a Fiat Chrysler Automobiles e com a Refinaria Abreu e Lima.
De acordo com o secretário, os critérios para conceder o percentual redutor sobre o valor dos imóveis dependerão de cada projeto. No entanto, adianta o secretário, três itens serão decisivos para angariar o abatimento. “Como movimentação portuária, geração de emprego e investimento”, contou. Após a sanção do governador, as diretrizes da Lei já vigoram e passam a valer para os próximos dois anos, com descontos que variam de 20% a 70%. “Ela se insere no esforço que vem sendo feito para manter o Estado atrativo para novos investimentos”, destacou Norões. Quando a Aché se instalar por aqui, ela se somará à Hemobrás, que já opera parte de um grande complexo de produção de medicamentos derivados do plasma sanguíneo, e a mais dez indústrias que formarão o polo farmacoquímico de Pernambuco. Juntas, sem contar com o capital da novata, as empresas somarão investimentos de R$ 1,06 bilhão e vão gerar mais de 1,5 mil empregos.

 

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