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Linha de crédito para entregadores deve ter carência de dois anos para início de pagamento

Medida se soma a pacote de bondades da gestão Lula em ano eleitoral

Linha de crédito para entregadores deve ter carência de dois anos para início de pagamentoLinha de crédito para entregadores deve ter carência de dois anos para início de pagamento - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo dará dois anos de carência para que os entregadores comecem a pagar o financiamento de motocicletas, nova linha o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai lançar nesta sexta-feira, de olho nesse público no ano eleitoral. Para ter acesso ao crédito é preciso que esses trabalhadores prestem serviço para as plataformas, como iFood, pelo menos nos últimos seis meses.

Segundo técnicos do governo a par das discussões, a taxa de juros do financiamento será de 12,5% ao ano e cada trabalhador poderá tomar até R$ 20 mil emprestados. O volume total da linha ficará próximo a R$ 4 bilhões.

A expectativa é que possam ser financiadas motos de até 200 cilindradas e elétricas, fabricadas por empresas nacionais e estrangeiras. O governo avalia beneficiar trabalhadores autônomos e trabalhadores com carteira assinada.

 

Diante do risco de inadimplência, decorrente do perfil desses trabalhadores, informais e com baixa remuneração, em média de R$ 1,7 mil e sujeitos a acidentes, o governo usará recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para cobrir eventuais calotes.

A exigência de estar conveniado a uma plataforma tem por objetivo permitir o desconto da parcela do empréstimo na remuneração a ser creditada na conta bancária do trabalhador.

Técnicos estimam que há um público potencial entre 700 mil a 1,2 milhão de entregadores em todo o país. O valor médío da moto é de R$ 17,8 mil. A linha será muito semelhante ao Move Aplicativos, criada pelo governo para atender motoristas de aplicativos e taxistas.

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