Linha de crédito para entregadores deve ter carência de dois anos para início de pagamento
Medida se soma a pacote de bondades da gestão Lula em ano eleitoral
O governo dará dois anos de carência para que os entregadores comecem a pagar o financiamento de motocicletas, nova linha o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai lançar nesta sexta-feira, de olho nesse público no ano eleitoral. Para ter acesso ao crédito é preciso que esses trabalhadores prestem serviço para as plataformas, como iFood, pelo menos nos últimos seis meses.
Segundo técnicos do governo a par das discussões, a taxa de juros do financiamento será de 12,5% ao ano e cada trabalhador poderá tomar até R$ 20 mil emprestados. O volume total da linha ficará próximo a R$ 4 bilhões.
A expectativa é que possam ser financiadas motos de até 200 cilindradas e elétricas, fabricadas por empresas nacionais e estrangeiras. O governo avalia beneficiar trabalhadores autônomos e trabalhadores com carteira assinada.
Leia também
• Lula anuncia cerca de R$ 4 bilhões em linha de crédito para entregadores nesta sexta (12)
• Juros mais baixos e R$ 4 bi: veja o que se sabe sobre a linha de crédito para entregadores
• Governo prevê cerca de R$ 4 bilhões em linha de crédito para entregadores
Diante do risco de inadimplência, decorrente do perfil desses trabalhadores, informais e com baixa remuneração, em média de R$ 1,7 mil e sujeitos a acidentes, o governo usará recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para cobrir eventuais calotes.
A exigência de estar conveniado a uma plataforma tem por objetivo permitir o desconto da parcela do empréstimo na remuneração a ser creditada na conta bancária do trabalhador.
Técnicos estimam que há um público potencial entre 700 mil a 1,2 milhão de entregadores em todo o país. O valor médío da moto é de R$ 17,8 mil. A linha será muito semelhante ao Move Aplicativos, criada pelo governo para atender motoristas de aplicativos e taxistas.

