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Litoral Norte: uma rota a ser explorada

Lugares como Itamaracá podem voltar a ser pontos turísticos no Estado

Litoral NorteLitoral Norte - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Engana-se quem pensa que apenas o Litoral Sul de Pernambuco possui grande potencial turístico. Com diversas praias, o Litoral Norte busca retomada, com maiores investimentos e um turismo sustentável. Lugares como Itamaracá, que teve seu auge nos anos 80, buscam estar de volta às principais rotas do estado. A Ilha, por exemplo, já busca com apoio do Governo de Pernambuco e de empresários locais um maior desenvolvimento de infraestrutura e renovação no trade turístico.

Muito além do Forte Orange e do Pilar, Itamaracá aposta em lugares pouco conhecidos pelos turistas, e em uma melhor infraestrutura para atrair e comportar mais visitantes. "Estamos fazendo esforços para reduzir os turistas que só chegam e vão embora. Estamos estudando uma cobrança de taxa para caravanas de ônibus e taxa ambiental para todos que visitem a Ilha, para melhorar a manutenção", explica o secretário de Turismo de Itamaracá, Bruno Reis. A ideia é que os turistas gastem seu dinheiro no local, seja consumindo nas lojas ou com uma taxa fixa para visitação em grupos.

Com 25 mil habitantes durante os períodos de baixa estação, a ilha se prepara para receber o Carnaval, e busca soluções juntamente com a rede hoteleira e de comerciantes para comportar um número cinco vezes maior, um número positivo para a região. Mas não apenas em períodos festivos o setor tem apresentado crescimento.

A melhoria do fluxo de pessoas no local, de acordo com Reis, foi dada através da união entre o Governo do Estado, Prefeitura e também da iniciativa privada, juntamente com empresários locais que passam por uma capacitação. “Ajudamos com a associação de ilhéus para organizar o trade, além da Cooperativa de Turismo. Todos estes estão inseridos no processo de reconstrução da ilha”, diz o secretário.

Um desafio, no entanto, é a acessibilidade à Ilha. O trajeto é bastante movimentado e único através de Abreu e Lima, Igarassu e Itapissuma, passando pela ponte que liga a ilha ao continente. A solução está sendo buscada com outros organismos e com maiores referências. “A Ilha precisa trazer esse desenvolvimento. Levei um projeto de teleférico entre Maria Farinha, Igarassu e Vila Velha. Conversamos com o teleférico de MG, que tem custo de R$ 70 milhões. Mas se conseguíssemos apenas de Vila Velha para o Forte reduziria, ficando entre R$ 7 e 10 milhões.

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Tradição

Apesar das novas apostas, os tradicionais pontos também não ficam de fora dos planos. O Forte Orange, de 1631, recebeu uma verba de R$ 12 milhões para reformas que duraram quase dez anos. Além disso, o local recebe várias ações de capacitação.

Já Vila Velha, fundada em 1526, também deve receber melhorias que ajudem no trade turístico, como obras de acessibilidade para a Trilha dos Holandeses e também estudos com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional sobre a presença de personagens históricos no local.

Segurança

A segurança é uma das preocupações da Prefeitura, que tenta reduzir a quantidade de ocorrências, principalmente no período do Carnaval. Com novos funcionários e um maior esquema de proteção durante as festas e no dia a dia da Ilha, o objetivo é trazer maior tranquilidade tanto para os ilhéus quanto para os visitantes. “Trouxemos um delegado bem atuante para a segurança da ilha. Antes tinha muito assalto, até ocorrência no Carnaval, e isso reduziu drasticamente”, comenta Bruno Reis.

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