Lucro da Ambev sobe 13,4% no 1º tri, apesar de resultado mais fraco no Brasil

No Brasil, a receita líquida recuou 1,8%, para R$ 6,180 bilhões, por volumes mais fracos de vendas de cerveja e refrigerantes, que caíram respectivamente 8% e 19%.

AmbevAmbev - Foto: Divulgação/Ambev

O lucro líquido da Ambev subiu para R$ 2,598 bilhões no primeiro trimestre, alta de 13,4% na comparação anual, impactado pelo crescimento da receita e redução de custo de produtos vendidos. Resultado mais fraco no Brasil, no entanto, fazia as ações da empresa recuarem nesta quarta-feira (9). Às 13h, os papéis recuavam 1,38%.

A receita líquida consolidada subiu 3,5% na comparação anual para R$ 11,64 bilhões, puxada pelo avanço de 24,6% nas operações da região que compreende países da América do Sul e também pelo avanço de 8,7% na América Central e Caribe.

No Brasil, a receita líquida recuou 1,8%, para R$ 6,180 bilhões, por volumes mais fracos de vendas de cerveja e refrigerantes, que caíram respectivamente 8% e 19%. A queda nos volumes, contudo, foi parcialmente compensada pelo aumento da receita líquida por hectolitro de 10,3% sendo que em cerveja, o aumento foi de 7,7%.

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A empresa justificou a queda de volume no mercado doméstico a uma base de comparação alta e a fatores sazonais."O setor cervejeiro como um todo apresentou nova contração no trimestre, dado o Carnaval logo no início de fevereiro e o clima menos quente", disse o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Ambev, Ricardo Rittes, ressaltando que a empresa já tinha alertado para essa possibilidade na divulgação do balanço de 2017.

A perspectiva da empresa é que o volume de venda de cervejas no segundo trimestre suba, sustentado entre outros fatores pela Copa do Mundo. "Nossa visão para o restante do ano não mudou e continuamos otimistas para 2018", disse Rittes.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 6,5% na mesma comparação, para R$ 4,639 bilhões. A margem Ebitda ajustado subiu 1,2 ponto percentual, para 39,9%.

No Brasil, o Ebitda ajustado subiu 5,2%, para R$ 2,331 bilhões, apesar da queda da receita, devido ao impacto positivo com o câmbio.

Analistas do Itaú BBA rebaixaram a recomendação para as ações da empresa de "outperform" para "market perform" e cortaram o preço-alvo de R$ 25 para R$ 24 reais, citando lucro e Ebitda mais fracos do que o esperado.

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