Lucro do Santander Brasil cresce 35,6% em 2017, para R$ 9,95 bilhões

Segundo o banco, a alta ocorreu por uma "forte dinâmica comercial" e por um caso pontual no segmento de grandes empresa

Banco SantanderBanco Santander - Foto: Divulgação

O Santander Brasil viu seu lucro líquido recorrente -que exclui efeitos extraordinários de receitas e despesas- crescer 35,6% no ano passado, para R$ 9,95 bilhões, com queda na provisão contra calote de clientes, embora no quarto trimestre do ano a inadimplência tenha voltado a subir, impactada por uma grande empresa. No quarto trimestre, o lucro recorrente do banco cresceu 38,4% em relação ao mesmo período de 2016, para R$ 2,752 bilhões.

Leia também
Mercado reduz estimativa do PIB de 2018 de 2,7% para 2,66%, diz Banco Central
Economista-chefe do Banco Mundial deixa o cargo, diz jornal britânico
Santander Brasil e banco dos Brics fazem parceria para infraestrutura
Estimulado pelo Brasil, Santander aumenta lucro em 37% no 2º trimestre


Ao longo de 2017, o banco diminuiu o dinheiro reservado para perda com calotes de clientes. O valor caiu 7,2%, para R$ 9,708. No quarto trimestre, porém, houve aumento de 9,3% da provisão na comparação com os três meses encerrados em setembro, para R$ 2,656 bilhões. A alta reflete a piora do indicador de inadimplência do banco, que passou de 2,9% no terceiro trimestre para 3,20% no quarto trimestre -embora fosse de 3,4% um ano antes.

Segundo o banco, a alta ocorreu por uma "forte dinâmica comercial" e por um caso pontual no segmento de grandes empresas. O forte crescimento do lucro em 2017 foi impulsionado pelo ganho de 17,7% do banco com serviços e tarifas bancárias, que somaram R$ 15,6 bilhões. O banco viu o faturamento com cartões de crédito aumentar pelo nono trimestre. O Santander, agora, detém 15,1% de participação do mercado. As receitas com conta-corrente cresceram 30,3% no ano, para R$ 2,908 bilhões.

Segundo o Santander, as comissões com cartões e adquirência somaram R$ 4,99 bilhões no ano passado, crescimento de 22,2%, ajudadas pelo aumento do faturamento. No trimestre, as receitas cresceram 13,2%, pelas vendas de final de ano. Mas as despesas também subiram no ano: houve crescimento de 7%, para R$ 19,167 bilhões. As despesas administrativas tiveram alta de 9,3%, para R$ 10,076 bilhões, enquanto os gastos com pessoal aumentaram 4,5%, para R$ 9,091 bilhões.

Crédito

A carteira de crédito do banco registrou crescimento de 7,8% no ano, para R$ 347,907 bilhões. No ano, os maiores crescimentos foram no crédito para pessoa física (18,3%) e no financiamento ao consumo (20,4%). Para pessoas físicas, o maior aumento veio do crédito consignado, mais seguro. Os empréstimos dessa linha cresceram 36,7% em relação a 2016, para R$ 25,6 bilhões. Em relação ao terceiro trimestre, houve alta de 7%.

A linha de cartão de crédito também avançou: houve aumento de 18,1% no ano, para R$ 24,4 bilhões. A concessão de empréstimos pessoais avançou 17,1%, para R$ 22,875 bilhões. Mas outros empréstimos não tiveram crescimento tão expressivo. O imobiliário, uma das apostas do banco, cresceu 3,5% no ano, para R$ 28,1 bilhões -na comparação trimestral, a alta foi de 3,2%.

Para pessoas jurídicas, houve queda de 6,2% nas concessões totais, para R$ 122,563 bilhões. O crédito imobiliário do banco para empresas recuou 29,6%, a R$ 6,6 bilhões, e o capital de giro teve recuo de 5,3%, para R$ 75,6 bilhões.

A margem financeira líquida, que mede o ganho do banco nas operações com empréstimos e desconta a provisão para devedores duvidosos, cresceu 31,3% no ano, para R$ 27,619 bilhões. No quarto trimestre, porém, houve queda de 8%, para R$ 6,8 bilhões.

Veja também

Governo pretende economizar R$ 97 milhões com licitação centralizada
economia

Governo pretende economizar R$ 97 milhões com licitação centralizada

Vale pagará auxílio a desalojados de Barão de Cocais por mais um ano
Auxílio

Vale pagará auxílio a desalojados de Barão de Cocais por mais um ano