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Mais Brasil e Menos Brasília

As cores nacionais deveriam fazer parte de toda e qualquer manifestação, independente de sua ideologia, pois representam o país que amamos, nascemos e, finalmente, decidimos morar

Rainier Michael, Cônsul da EslovêniaRainier Michael, Cônsul da Eslovênia - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Recentemente, ouvi um candidato dizer, em uma entrevista, que na eleição tudo pode, pois após o término do período eleitoral tudo se resolve.

Este comentário foi feito quando o entrevistador fez perguntas ao candidato relativas aos ataques pessoais ou direcionados a partidos, historicamente, aliados.

Quando nossos representados eleitos se outorgaram o direito de utilizarem a política como se fosse apenas uma apresentação teatral? E desde quando nos contentamos com isso?

Nunca, na história da humanidade, falou-se tanto em PAZ e DEMOCRACIA por todas as correntes políticas, inclusive daquelas que, em sua base teórica, desconhecem este princípio.

As cores nacionais deveriam fazer parte de toda e qualquer manifestação, independente de sua ideologia, pois representam o país que amamos, nascemos e, finalmente, decidimos morar.

O distanciamento da classe política da realidade e do cotidiano é fato, ao vermos que estes aparecem em carreatas e com o “povo” apenas em momentos eleitorais.

De forma resumida, a política pode ser comparada a um movimento pendular, onde quanto maior a força para um extremo, maior será o movimento de volta para o sentido oposto. Simples assim.

A extrema esquerda é sucessora da extrema direita.

Mais Brasil e Menos Brasília. Atenção aos extremos. Usufruam da democracia e exerçam o direito ao voto, com consciência, ciência e equilíbrio.

*Empresário há 35 anos e Presidente do Iperid (primeiro THINK TANK do Nordeste) – Instituto de Pesquisa Estratégica em Relações Internacionais e Diplomacia, Rainier Michael tem ampla experiência em trocas internacionais. O trabalho realizado por ele junto ao consulado esloveno, e designado “Diplomacia Econômica”, interpreta sob uma visão humana o desenvolvimento e o crescimento do Nordeste. Paulista de nascença, Michael se mudou para Pernambuco há dez anos, quando seus negócios no Estado cresceram de forma a tornar indispensável sua presença aqui. Seu comparecimento nos mercados pernambucanos, entretanto, é mais antigo do que isso. Antes de assumir o consulado, já era representante da DBG - Sociedade Brasil-Alemanha no Nordeste. É destacável, também, sua atuação enquanto presidente do Rotary Club Recife Boa Viagem. ([email protected])

* A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

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