Mais de mil contribuintes que aderiram ao Novo Refis estão irregulares

Neste mês, a Receita Federal está enviando cartas para cobrar mais R$ 1,5 bilhão de 915 contribuintes que não pagaram obrigações

ArrecadaçãoArrecadação - Foto: Pixabay

Mais de mil contribuintes que aderiram ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) estão irregulares e podem ser excluídos caso não tomem as providências necessárias até março, de acordo com a Receita Federal.  O Pert, também conhecido como Novo Refis, oferece a empresas e pessoas físicas devedoras benefícios como reduções de multas e juros, prazo de até 180 meses para pagamento da dívida e possibilidade de utilização de créditos diversos para quitar parte da dívida, desde que mantenham as contas fora do acordo em dia.

O Pert abrange dívidas vencidas até 30 de abril de 2017. O não pagamento das obrigações posteriores a essa data por três meses consecutivos ou seis meses alternados leva à exclusão do programa.

Leia também:
Parecer defende Refis dos pequenos
Sebrae e parlamentares querem derrubar veto ao Refis de micro e pequena empresa


Neste mês, a Receita Federal está enviando cartas para cobrar mais R$ 1,5 bilhão de 915 contribuintes que não pagaram obrigações que venceram após abril de 2017. Este é o segundo lote de cobrança. Somam-se a esses devedores cerca de 200 que foram cobrados no final de 2017, no primeiro lote de cobrança, e ainda não regularizaram a situação.

Segundo a Receita, esse lote envolveu 405 contribuintes com um total de R$ 1,6 bilhão em dívidas. Aproximadamente a metade regularizou as pendências e será mantida no Pert.  De acordo com o órgão, um terceiro lote de cobrança está programado para as próximas semanas. Os contribuintes estão sendo comunicados por meio de cartas enviadas aos domicílios tributários eletrônicos.

Aqueles que não regularizarem a situação serão excluídos em março e deixarão de contar com os benefícios do Pert.

Veja também

INSS prorroga antecipação de R$ 1.045 do auxílio-doença e do BPC
inss

INSS prorroga antecipação de R$ 1.045 do auxílio-doença e do BPC

Redução do auxílio emergencial não vai diminuir demanda na economia, diz secretário de Guedes
economia

Redução do auxílio emergencial não vai diminuir demanda na economia, diz secretário de Guedes