Economia

Márcio França firma acordo com caminhoneiros e volta do abastecimento em SP

Os manifestantes dizem que não vão encerrar a paralisação até que o governo federal publique no Diário Oficial congelamento de seis meses do preço do diesel a R$ 2,98 em São Paulo, que seria o preço praticado há dois meses, segundo os caminhoneiros

Governador de São Paulo, Márcio França (PSB)Governador de São Paulo, Márcio França (PSB) - Foto: Marcelo Justo

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), firmou nesta terça-feira (29) um acordo com um grupo de 13 caminhoneiros identificados como lideranças dos protestos da categoria. A promessa é de que a manifestações cheguem ao fim no estado.

Segundo França os caminhões que transportam combustível voltaram à estrada e o abastecimento deve voltar ao normal nos próximos dias. "Já estamos com as refinarias abertas", disse França. São cinco as refinarias em atividade. "Vamos com isso garantir a retomada dos postos de gasolina do estado de São Paulo pelo menos. Isso significa que os postos daqui a pouco vão estar abastecidos para poder fornecer às pessoas."

Já quanto ao abastecimento no setor de alimentos, o governador estimou que deve demorar um pouco mais e não deu previsão para a volta à normalidade. Caminhoneiros reunidos na Régis Bittencourt receberam com ceticismo a notícia sobre o acordo na manhã desta terça.

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Os manifestantes dizem que não vão encerrar a paralisação até que o governo federal publique no Diário Oficial congelamento de seis meses do preço do diesel a R$ 2,98 em São Paulo, que seria o preço praticado há dois meses, segundo os caminhoneiros.

Segundo o advogado Cleber dos Santos Teixeira, que acompanhou reunião na noite desta segunda-feira (28) entre caminhoneiros e o governador Márcio França, o governo federal perdeu credibilidade junto à classe. "A medida provisória [que estabelece redução de R$0,46 no litro do diesel por dois meses] pode cair e caducar se não passar pelo Congresso. Se não há uma solução, passados 60 dias essa crise pode voltar ainda pior", diz Teixeira.

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