Economia

Marinho: reforma da Previdência vai evitar pressão nas contas públicas

Rogério Marinho explicou como uma nova Previdência ajudará no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no futuro

Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e TrabalhoRogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O secretário de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse que a reforma da Previdência não é uma panacéia para resolver os problemas da economia, mas será um ponto fundamental para a recuperação do país nos próximos anos. Ele participou de um seminário no Rio sobre a reforma do sistema previdenciário, na noite dessa quinta-feira (30), e explicou como uma nova Previdência ajudará no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no futuro.

"A reforma não é uma panacéia. Não é ela que vai resolver a situação econômica do Brasil. Mas a reestruturação do sistema previdenciário vai evitar que continue a haver a pressão que existe hoje nas nossas contas públicas. Porque é a Previdência o gasto que mais sobe no país. O ano passado foram dispendidos pelo governo federal mais de R$ 700 bilhões nas áreas de Previdência e assistência. Enquanto que para a educação foram R$ 70 bilhões, dez vezes menos, e para a saúde, R$ 115 bilhões, seis vezes menos. Quanto maior essa pressão sobre o Orçamento, menor a capacidade do governo em fazer frente às demandas que são legítimas da população", disse.

Leia também:
Economia está parada à espera de reformas, diz Guedes
Secretário de Previdência contesta capitalização sem ajuste nas contas públicas


Marinho disse que a aprovação da reforma da Previdência vai sinalizar aos investidores, internos e externos, um cenário mais estável e de fundamentos sólido, favorecendo o ingresso de recursos importantes para a retomada do desenvolvimento do país.

"É evidente que quem vai investir no país, a médio e longo prazo, precisa ter sobretudo previsibilidade, segurança jurídica e a certeza que o país vai honrar seus compromissos. A reformas por si só não resolve os problemas econômicos do Brasil. Mas é o fundamento, a base do que eu denomino um ciclo virtuoso. A partir da reestruturação do sistema previdenciário, há possibilidade de ser implantar outras ações literalmente importantes, como a reestruturação do sistema tributário, uma desoneração da folha de pagamentos, uma redefinição do nosso pacto federativo. Este é um processo que precisa acontecer a partir da estabilidade econômica e do resgate do nosso resgate das nossas condições de saúde fiscal", disse o secretário.

Veja também

Acordo Azul e Gol: Vai ter impacto no preço? Muda programa de milhagem? Veja avaliação de analistas
CODESHARE

Acordo Azul e Gol: Vai ter impacto no preço? Muda programa de milhagem? Veja avaliação de analistas

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 47 milhões neste sábado
LOTERIAS

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 47 milhões neste sábado

Newsletter