Meirelles pede 'maior engajamento do setor privado' para tirar país da crise

Ministro da Fazenda também apoia reforma previdenciária, que deve estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria

Ministro da Fazenda, Henrique MeirellesMinistro da Fazenda, Henrique Meirelles - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez um apelo nesta segunda-feira (21) por "maior engajamento do setor privado" para ajudar o país a sair da crise. Segundo o chefe da equipe econômica de Michel Temer, além da aprovação de medidas como a que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência, empresários precisam auxiliar o governo a "realmente mudar o rumo" da economia.

Durante discurso de pouco mais de vinte minutos na abertura da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado "conselhão", o ministro afirmou que "serão necessárias medidas adicionais" para que o país saia da recessão no próximo ano, mas o programa de privatizações, concessões e outorgas, anunciado pelo governo com 34 novos projetos, será o reflexo do engajamento do setor privado.

Meirelles não detalhou as novas medidas e voltou a defender a aprovação da PEC que cria um teto para os gastos públicos, que deve ser votada no Senado em dezembro, e a reforma da Previdência como o ponto de partida para retomar o crescimento econômico do país e disse que é preciso ter "foco" em alguns pontos fundamentais, porque "atirar para todos os lados, como já vimos, não resolve o problema".

"É preciso ter foco na contenção permanente de despesas e aumento temporário da receita com, por exemplo, o programa de repatriação que foi feito recentemente e que pode ter mais uma fase aprovada pelo Congresso. [...] Foco na redução da dívida pública, na redução do papel do Estado e na competitividade", explicou.

Em sua rápida defesa sobre as duas principais bandeiras do governo, Meirelles chamou de "lúcida" a reforma previdenciária, que deve estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria, e disse que, ao contrário do que dizem os críticos ao projeto que limita os gastos públicos, a medida não vai prejudicar áreas estratégicas, como saúde e educação.

"É preciso estar melhor entendido e melhor comunicado que, de fato, temos um piso e que esse piso, de partida, é maior do que está previsto na Constituição hoje para a saúde, por exemplo. [A PEC do teto] garante sim as questões fundamentais de saúde e educação", disso o ministro.

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