Financiamento

Mercadante defende articulação para garantir recursos para o pós tragédias climáticas

O presidente do BNDES fez a proposta durante a abertura de evento que reúne bancos de desenvolvimento da América Latina e Caribe, na sede do BNB

Aloizio MercadanteAloizio Mercadante - Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defendeu hoje (15) que os países da América Latina e Caribe se unam para buscar instrumentos que possam financiar territórios devastados por catástrofes climáticas como a que ocorre no Rio Grande do Sul.

Ele falou sobre o tema durante a abertura da 54ª Reunião Anual da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Alide) na sede do Banco do Nordeste (BNB), em Fortaleza.

“Os bancos de desenvolvimento precisam se debruçar sobre os extremos climáticos que estão sendo mais frequentes e mais intensos. Fomos no Rio Grande do Sul, no início do ano passado, por causa de uma seca que gerou uma perda da safra agrícola de R$ 28 bilhões. E agora, por conta da maior inundação da história do estado”, contou Mercadante.

Para o gestor, é preciso criar um programa de estudo e análise, especialmente para a reconstrução, adaptações e mitigações. “A reconstrução de Porto Alegre, provavelmente, deverá passar por novas medidas de contenção de enchentes. Há infraestruturas críticas que não podem ser reconstruídas ou precisarão ser deslocadas. Isso exige estudo e temos que aprender com a experiências internacionais”, avaliou.

Em sua opinião, a Alide – por reunir os bancos de desenvolvimento é o espaço ideal para ter um programa permanente de apoio a todas as situações de crise climática.

Medidas

Segundo ele, o Governo Federal está fazendo um grande esforço para recuperar infraestrutura, equipamentos de saúde e ensino, moradias, mas é preciso também recompor a economia local.

“Os micro, pequenos e grandes empresário perderam os seus bens”, exemplificou o presidente do BNDES. Mercadante informou que, por parte do banco, foram suspensos todos os pagamentos e juros de financiamentos pelo prazo de um ano para os atingidos.

Além disso, uma nova linha de crédito no valor de R$ 5 bilhões está sendo alavancada pelo banco para atender as empresas afetadas pelas enchentes.

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