Economia

Mercado externo influencia dólar, que fecha o dia estável

Bolsa caiu pelo segundo dia consecutivo com realização de lucros

DólarDólar - Foto: Marcelo Casal Júnior / Agência Brasil

Depois de cinco quedas seguidas, o dólar fechou estável nesta terça-feira, influenciado pelo mercado externo. A bolsa de valores voltou a cair, com investidores vendendo ações para embolsarem ganhos recentes.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (20) vendido a R$ 5,551, com alta de 0,01%. A cotação teve um dia de volatilidade, iniciando o dia em alta, caindo para R$ 5,50 na mínima do dia, por volta das 11h30, e anulando a queda durante a tarde.

O mercado de ações teve um dia de perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 120.062 pontos, com recuo de 0,72%. O indicador operou quase toda a sessão em queda, influenciado pelo desempenho das bolsas norte-americanas, que também caíram, e pela realização de lucros, com investidores vendendo papéis após três semanas de alta na bolsa.
 

O mercado financeiro internacional teve um dia de ajustes, com o dólar fechando estável ou subindo em relação às principais moedas. O aumento de casos de covid-19 em diversos países desenvolvidos pesou no mercado externo, mas a moeda norte-americana continua próxima dos níveis mais baixos em quase dois meses.

No Brasil, a aprovação do projeto que modifica a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 e abre caminho para o fechamento de um acordo em relação aos vetos parciais ao Orçamento foi bem recebida pelos investidores. 

O texto permite que o governo corte cerca de R$ 9,5 bilhões em gastos discricionários (não obrigatórios) por meio de decreto, mas abre brecha para a exclusão de R$ 40 bilhões do teto federal de gastos.

Os gastos que podem ser retirados do teto estão relacionados ao enfrentamento da pandemia de covid-19. Desse total, R$ 10 bilhões destinam-se ao programa de preservação do emprego, R$ 10 bilhões ao crédito a pequenos negócios e R$ 20 bilhões à saúde. 

Para compensar os gastos extras e recompor o orçamento de gastos obrigatórios, o acordo prevê que o presidente Jair Bolsonaro vete cerca de R$ 10,5 bilhões de emendas parlamentares aprovadas no Orçamento deste ano.

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