JUROS

Mercado prevê corte maior na taxa Selic

O último boletim Focus de 2015 apostava que os juros básicos estariam em 15,25% ao ano no final de 2016

Ex-deputado Edílson Silva se desfiliou do PSOL Ex-deputado Edílson Silva se desfiliou do PSOL  - Foto: Arthur Mota

 

Com a expectativa de um corte mais agressivo nos juros a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), os analistas de mercado reduziram sua previsão para a taxa básica de juros, a Selic, em 2017. De acordo com o boletim semanal Focus, divulgado pelo BC, a mediana dos analistas espera agora uma taxa de 10,25% ao ano no final de 2018 – na última pesquisa, a expectativa era de 10,50% ao ano. Hoje, a Selic é de 13,75% ao ano. A taxa baliza os juros cobrados pelas instituições financeiras.

Já a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou de 4,85% para 4,87%, segundo a mediana do mercado. O centro da meta de inflação é de 4,5% ao ano. A mediana das projeções coletadas para o Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem se manteve em um crescimento de 0,5%, de acordo com o relatório do BC.

Mudança de rota
Há um ano, os analistas de mercado consultados semanalmente pelo boletim Focus, do Banco Central, esperavam um cenário bastante diferente para a economia brasileira do que realmente aconteceu.

A troca de governo, a mudança na política econômica e o início das reformas, como a aprovação da PEC do Teto, que determina a limitação dos gastos à inflação do ano anterior, explicam essa discrepância, entre outros fatores.

O último boletim Focus de 2015 apostava que os juros básicos estariam em 15,25% ao ano no final de 2016, mas as indicações de uma política fiscal mais rigorosa e a desaceleração da inflação determinaram uma Selic que hoje está em 13,75% ao ano.

Ou seja, 1,5 ponto percentual acima do que a mediana do mercado esperava em dezembro do ano retrasado. Em outubro, após quatro anos de jejum, o Copom reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, dando início a um novo ciclo de redução dos juros.

As mudanças na política econômica também determinaram um cenário bastante diferente para o câmbio. A expectativa era de um dólar a R$ 4,20 no final de 2015, ou seja, cerca de R$ 1 mais caro do que realmente ocorreu – na quinta-feira, a moeda americana valia R$ 3,25.

 

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