Imóveis

Mesmo com crise, compra de imóveis cresceu no país em 2020

Informação foi divulgada pela Cbic nesta segunda-feira (22). Alta dos materiais preocupa para 2021

Compra de imóveis cresceu no país em 2020Compra de imóveis cresceu no país em 2020 - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus parece não ter afetado o mercado imobiliário. De acordo com dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), o ano passado registrou aumento de 9,8% na compra de imóveis novos em relação a 2019 em todo o país. O resultado reflete que o interesse na compra de uma residência permanece alto no Brasil.

Em números, foram registradas 189.857 vendas de imóveis residenciais novos em todo o país. Somente no quarto trimestre de 2020, recorte divulgado pela Cbic, as vendas chegaram a 57.968 unidades, com alta de 6,7% em comparação ao quarto trimestre de 2019. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores (julho, agosto e setembro), as vendas tiveram aumento de 3,9%. Já para 2021, a expectativa é de que haja um crescimento entre 5% e 10% nas vendas e nos lançamentos. 

O levantamento também identificou preocupações para o segmento no ano vigente. O principal deles é a alta no preço dos materiais de construção. No quarto trimestre de 2020, o principal problema das construtoras foi a falta ou o alto custo de matéria-prima, com 50,8% das assinalações. “O aumento no preço de insumos gera insegurança, em especial para as vendas já contatadas”, afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

Citando dados da Fundação Getulio Vargas, Martins informou que os preços do material de construção subiram 19,60% no ano passado. D acordo com a entidade, alguns insumos tiveram aumentos acima de 50% no mesmo período. Segundo a CBIC, trata-se da “maior alta” registrada em todo o período pós Plano Real”. Entre os insumos que mais têm pressionado as empresas, a CBIC destaca aço, cimento, PVC, cabeamentos de cobre e blocos de cerâmica.

Martins disse, também, que “estaria tudo tranquilo”, não fosse o aumento no preço de insumos associado à falta de abastecimento de muitos dos materiais, algo que considera “extremamente preocupante”. “As obras contratadas em 2020 usavam previsões que tinham por base outros valores. Dessa forma, aquilo que seria um resultado [positivo] da empresa torna-se prejuízo. Isso dá medo às empresas na hora de fazer levantamentos, principalmente no caso do Programa Casa Verde Amarela, que é o antigo Minha Casa Minha Vida”, acrescentou, ao afirmar que a situação pode colocar o setor em risco.

 

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