Ministro quer ampliar conexão à internet via satélite no Brasil

Proposta é criar uma nova categoria na tabela do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações para antenas de satélite

Coimbra: “As redes fixas e móveis não são capazes de atender à demanda da inclusão”Coimbra: “As redes fixas e móveis não são capazes de atender à demanda da inclusão” - Foto: Ascom/mctic

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) quer ampliar a conexão à internet via satélite no Brasil. A proposta é criar uma nova categoria na tabela do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) para antenas de satélite.

A medida deverá reduzir de forma significativa o valor do equipamento e beneficiar o usuário de internet, principalmente da Zona Rural e de áreas remotas. O anúncio foi feito pelo diretor do Departamento de Banda Larga, Artur Coimbra, ontem, durante a participação no 60º Painel Telebrasil.

Segundo Coimbra, os preços praticados atualmente para a conexão à rede via satélite são muito altos. Como exemplo, citou que o gasto do consumidor com uma conexão de 3 Mbps é de R$ 3,5 mil por mês. 

Nos Estados Unidos e na Europa, o custo de uma conexão com velocidade de 5 Mbps varia de R$ 72,00 a R$ 134,00. "A diferença de preços supera 10 vezes". A proposta de redução do Fistel sobre as antenas de conexão satelital ainda está sendo elaborada.

A previsão é de que seja apresentada pelo Governo Federal até o segundo semestre de 2017. Em relação à redução da arrecadação do Fistel com a medida, Artur explicou que isso seria compensado pelo crescimento dos acessos via satélite no País e o consequente aumento da arrecadação de outros tributos incidentes sobre o serviço, como ICMS e PIS/Cofins. A participação das conexões via satélite no número de acessos à banda larga no Brasil representa apenas 0,03% do total. O acesso à internet pelas redes móveis soma 88,38% e pelas redes fixas, 11,59%. "A gente tem de partir para a conexão satelital.

As redes fixas e móveis não são capazes de atender plenamente a necessidade de expansão da inclusão digital no Brasil", reforçou. A estimativa é de que oito satélites de banda Ka, de alta capacidade, estarão operando no Brasil até 2018.


Mundo
Mais da metade da população mundial não usa a internet devido ao custo da banda larga, segundo relatório da ONU divulgado ontem. Cerca de 3,9 bilhões de pessoas não têm acesso à internet em casa ou no celular, e que o problema é maior entre as "mulheres, os idosos, as pessoas menos educadas, com rendas mais baixas e os moradores de zonas rurais.

 

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