MME busca mais investimentos para o refino de petróleo

Refinaria Abreu e Lima pode ser beneficiada pelos estudos do grupo de trabalho que instituído pelo ministério

Márcio Félix, secretário de Petróleo e GásMárcio Félix, secretário de Petróleo e Gás - Foto: Divulgação

A fim de aliviar o déficit nacional de refino de petróleo, o Governo Federal quer elaborar uma política pública de incentivo ao setor dentro de 60 dias. As diretrizes serão elaboradas por um grupo de trabalho que será inaugurado nesta quarta-feira (17) dentro do Ministério de Minas e Energia (MME) e devem beneficiar, sobretudo, a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco.

“Vamos discutir sobre o que o governo precisa fazer para viabilizar investimentos em refino no curto prazo e isso vai repercutir diretamente na Rnest, porque esta é a refinaria mais moderna e a que tem mais condição de ampliação no Brasil”, afirmou o secretário de Petróleo, Gás e Combustíveis Renováveis do MME, Márcio Félix, concluindo que, "por isso, avançando em algo no refino, a Rnest deve ser a primeira beneficiada". Ele explicou que a refinaria que fica no Complexo Portuário e Industrial de Suape ainda precisa ter o segundo trem de refino concluído. E, com isso, pode ampliar substancialmente a sua capacidade de refino - segundo a Petrobras, esse número pode chegar a 230 mil barris/dia. “Mas a Rnest foi projetada para um óleo pesado. Por isso, pode ter um rendimento melhor usando o óleo leve do Pré-Sal”, completou Félix.

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Segundo o secretário, para encontrar soluções para esses e outros problemas, o grupo de trabalho, que deve ser inaugurado pelo ministro Fernando Filho hoje, vai ouvir diversas entidades do setor petroleiro. E a audiência com a Petrobras já está marcada para o próximo dia 25. Na ocasião, a companhia deve ser questionada sobre a Rnest e também sobre outros assuntos. Afinal, a produção nacional de petróleo continua subindo - em 2017, por exemplo, chegou a 2,15 milhões de barris por dia. Já a capacidade de refino parece estagnada. Por isso, o Brasil tem exportado cerca de um milhão de barris de petróleo bruto por dia. E esse insumo acaba voltando, com preços mais elevados, por meio da importação de derivados de petróleo como gasolina e óleo diesel.

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