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Senado

Motta anuncia votação do projeto da bagagem de mão, após aprovação no Senado

Presidente da Câmara tenta avançar em pautas de apelo popular na próxima semana

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)  tem articulado a unificação do texto com o projeto aprovado pelo Senado  de teor semelhante  para acelerar a tramitação e evitar sobreposição entre as CasasO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) tem articulado a unificação do texto com o projeto aprovado pelo Senado de teor semelhante para acelerar a tramitação e evitar sobreposição entre as Casas - Foto: Kayo Magalhães/Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que pretende colocar em votação na próxima semana o projeto que proíbe a cobrança de bagagem de mão em voos domésticos e internacionais.

A medida faz parte do esforço concentrado de votações marcado para começar na segunda-feira e se estender até quinta, numa tentativa de retomar a agenda da Casa após semanas de desgaste político e de impasse nas articulações com o governo.

Motta tem articulado a unificação do texto com o projeto aprovado pelo Senado — de teor semelhante — para acelerar a tramitação e evitar sobreposição entre as Casas. A estratégia é destravar uma pauta de alto apelo junto ao consumidor e projetar uma “entrega” de fácil compreensão pública, num momento em que o presidente da Câmara busca recompor imagem e ampliar o diálogo com o Planalto depois da derrota da PEC da Blindagem.

O projeto prevê que o transporte de bagagem de mão, dentro das dimensões que serão previstas pela Anac, passe a estar incluído automaticamente no valor da passagem, vedando cobranças adicionais. O tema enfrenta resistência do setor aéreo, que alega risco de aumento nos preços das passagens, mas encontra respaldo entre lideranças da Casa por seu caráter popular.

A iniciativa faz parte da “pauta positiva” que Motta tenta firmar como marca de sua gestão — centrada em propostas de impacto direto para o consumidor e em temas de segurança pública e saúde. No mesmo comunicado, ele informou que também incluiu na pauta o projeto que torna crime hediondo a falsificação e adulteração de alimentos e bebidas, motivado pelo aumento de casos de intoxicação por metanol em produtos adulterados.

O governo estuda apensar, neste projeto, medidas de contenção de gastos para a recomposição da MP do IOF.

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