Com apoio do TikTok, Catimbau avança para se tornar destino estruturado
O Catimbau tem um valor arqueológico ainda pouco conhecido: é o segundo maior sítio arqueológico da América Latina
O Vale do Catimbau, no Sertão do Moxotó, guarda um dos maiores tesouros arqueológicos do país — ainda pouco conhecido fora de Pernambuco. O parque reúne paisagens naturais com cânions, cavernas e cemitérios pré-históricos, além de formações rochosas, pinturas rupestres e rica biodiversidade. Ali estão registros de ocupação humana com mais de 6 mil anos, compondo um patrimônio de relevância global.
Agora, esse ativo começa a ganhar atenção a partir de uma articulação liderada pelo secretário-executivo do Ministério do Empreendedorismo, Tadeu Alencar, que reúne atores públicos e privados em torno de um projeto estruturante. A iniciativa inclui parceria com o TikTok, que financiou o escaneamento digital em alta resolução do parque, permitindo experiência imersiva e projeção nacional. No dia 17 de abril, às 10h, no Paço do Frevo, a tecnologia será apresentada ao público.
O Catimbau tem um valor arqueológico ainda pouco conhecido: é o segundo maior sítio arqueológico da América Latina, atrás apenas do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, descoberto pela arqueóloga Niède Guidon em 1973. Foi ali que surgiram vestígios que mudaram a compreensão sobre a ocupação das Américas, com registros de até 30 mil anos.
Com cerca de 62 mil hectares, o Catimbau abrange municípios como Buíque, Tupanatinga e Ibimirim, em uma região que concentra cerca de 52 mil habitantes no município âncora. Apesar da relevância histórica, cultural e ambiental, o parque ainda carece de infraestrutura básica para visitação e integração econômica.
É nesse ponto que a articulação ganha importância. A proposta é estruturar uma governança envolvendo ICMBio, Iphan, Sebrae, universidades, governo do Estado e iniciativa privada, com foco em turismo de base comunitária, valorização cultural e empreendedorismo local.
A região já apresenta sinais de dinamismo, com iniciativas que vão do artesanato à hotelaria e novos vetores, como a vitivinicultura. Sem planejamento, porém, esses movimentos seguem isolados e com baixo impacto.
O desafio é transformar esse patrimônio em ativo de desenvolvimento. Com estrutura e coordenação, o Catimbau pode deixar de ser promessa e se consolidar como destino turístico e cultural relevante, conectando preservação, geração de renda e inclusão produtiva.
Outro avanço virá com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o ministério, o ICMBio e o Iphan. Em fase final, o instrumento deve garantir segurança jurídica e alinhar a atuação dos órgãos, definindo responsabilidades e criando bases para a elaboração de um masterplan para o Catimbau. O documento reunirá diagnóstico, definição das vocações econômicas e desenho da infraestrutura necessária — como trilhas, acessos e centro de visitantes — além da modelagem dos projetos.
Esse plano também será base para captação de recursos. Parte das iniciativas deve ser estruturada via Lei Rouanet, permitindo atrair investimentos privados para museus, centros de interpretação e ações de valorização do patrimônio arqueológico e das comunidades tradicionais.
Be8
Avançam as tratativas para a Be8, empresa de energias renováveis, se instalar em Suape. Fontes ligadas à companhia estimam que o anúncio deve ocorrer em breve. Com a nova unidade, a Be8 ampliará sua presença no Brasil, aproximando a produção dos mercados e ganhando eficiência logística e operacional.
Sustentabilidade corporativa
A Rio Ave anunciou sua adesão ao Pacto Global da ONU, iniciativa global voltada à sustentabilidade corporativa. No setor da construção civil, a empresa vem ampliando ações ligadas à eficiência energética, valorização das áreas verdes e capacitação profissional nos canteiros de obras.
Proteção
O BNDES e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) firmaram acordo de cooperação técnica para fortalecer a proteção da biodiversidade em Unidades de Conservação federais. A parceria prevê investimentos de R$ 80 milhões, com foco na recuperação de ecossistemas e preservação de espécies ameaçadas.
Ilhas do Futuro
A primeira ação da parceria entre BNDES e ICMBio será o programa “Ilhas do Futuro, Ninhos Protegidos”, voltado à proteção de aves marinhas e à restauração de ilhas oceânicas, com cinco projetos já selecionados. Do total, R$ 26 milhões virão do Fundo de Compensação Ambiental e serão aplicados em até 11 unidades estratégicas, incluindo Fernando de Noronha, Abrolhos e Atol das Rocas.
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