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Coluna Movimento Econômico

Com novo laboratório, Hemobrás ultrapassa a fronteira da inovação

A presidente Ana Paula Rego Menezes diz que, ao investir no desenvolvimento de novas moléculas, a Hemobrás reduzirá dependência de tecnologias externas

Sede da HemobrásSede da Hemobrás - Foto: divulgação

A Hemobrás inicia um novo ciclo de investimentos que reposiciona seu papel na indústria nacional da saúde. Com aporte de R$ 50 milhões, a estatal está implantando um laboratório voltado ao desenvolvimento de moléculas, sinalizando uma mudança estratégica: além de atuar num modelo centrado na produção, vai avançar também em pesquisa e inovação.

Instalada na Zona da Mata Norte de Pernambuco, a empresa já opera em duas frentes. A primeira, consolidada, é a de hemoderivados, com o fracionamento do plasma humano para a produção de medicamentos essenciais ao SUS. A segunda, mais recente, é a biotecnologia recombinante, que utiliza engenharia genética para fabricar insumos como o fator VIII, utilizado no tratamento da hemofilia A. Esse avanço coloca o Brasil em um grupo restrito de países com domínio dessa tecnologia.

Segundo a presidente, Ana Paula Rego Menezes, ao investir no desenvolvimento de novas moléculas, a Hemobrás busca reduzir a dependência de tecnologias externas e ampliar sua capacidade de inovação. Trata-se de uma transição relevante, que permitirá à empresa criar novos medicamentos e avançar na fronteira tecnológica.

Esse movimento ocorre em paralelo à consolidação da fábrica de hemoderivados, inaugurada em 2025. A expectativa é que, até 2028, o Brasil internalize toda a produção hoje realizada no exterior, fortalecendo a soberania sanitária em um mercado global marcado pela escassez de plasma e pela alta concentração produtiva.

Nesse contexto, o plasma ganha dimensão estratégica. Sem substituto sintético e essencial para medicamentos vitais, o insumo é tratado internacionalmente como commodity, o novo ouro. Países desenvolvidos ainda dependem de importações, enquanto o Brasil enfrenta o desafio de ampliar a base de doadores, hoje em torno de 3,5% da população, abaixo do recomendado, já que a OMS recomenda que o ideal seja de 10%.

Com lucro líquido de R$ 157 milhões em 2025, inserida no Novo PAC e na política da Nova Indústria Brasil, a estatal apresenta um modelo público atípico, como ressalta a sua presidente: produz medicamentos, vende exclusivamente ao SUS — seu único cliente —, mas, ao mesmo tempo, gera lucro, paga impostos e distribui dividendos ao governo federal, que também é seu único acionista. Trata-se de uma empresa pública que opera com lógica de mercado e autonomia financeira, conciliando função social com sustentabilidade econômica.

Jeep no Vale do Catimbau
A Jeep lançou a campanha do novo Jeep Renegade, apostando no reconhecimento consolidado do modelo no Brasil, com narrativa inspirada em O Rei Leão. Produzida pela Leo, a ação destaca a evolução do SUV, que chega com motorização híbrida leve, novo interior e tecnologias embarcadas, mantendo atributos como tração 4x4. Fabricado no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco — onde já ultrapassou 700 mil unidades —, o modelo reforça sua presença no mercado com campanha filmada no Vale do Catimbau e desdobramentos em múltiplas plataformas até junho.

Turismo MICE integrado
Durante a feira WTM Latin America, que acontece em São Paulo, o Governo de Pernambuco lançou o projeto “Pernambuco + MICE” para fortalecer o turismo de negócios por meio da integração entre Recife, Porto de Galinhas e Fernando de Noronha. A iniciativa organiza a oferta de infraestrutura — que supera 35 mil m² para eventos — e reforça a estratégia de atração de congressos e convenções. O segmento já movimenta cerca de R$ 2,8 bilhões por ano e recebe 1,8 milhão de visitantes, consolidando-se como um dos principais motores da economia do turismo no estado.

Viagem a Alemanha
Nesta sexta-feira (17), estarei embarcando, a convite do cônsul-geral da Alemanha no Recife, Johannes Bloos, para o programa Visitors Programme of the Federal Republic of Germany, a fim de conhecer o hub tecnológico alemão. A viagem, organizada pelo governo alemão, reunirá 16 participantes de diferentes países — incluindo Brasil, Austrália, Índia, Japão, Nigéria e Coreia do Sul. A agenda inclui uma imersão em Dresden, um dos principais polos de semicondutores da Europa, com visitas ao cluster Silicon Saxony e à multinacional Infineon, referência global na indústria de chips. Também inclui visita à Hannover Messe, uma das maiores feiras industriais do mundo. Estarei de volta com a coluna no dia 12 de maio. Até!

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