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Coluna Movimento Econômico

Entre 1% e 2,3%: o que explica a diferença nas projeções para o PIB do Nordeste

A estimativa mais conservadora é a do Bradesco, que projeta crescimento de 1% para o PIB do Nordeste em 2026

Fim das paradas técnicas nas refinaria, como na Rnest, podem ajudar no bom desempenho do PIB regionalFim das paradas técnicas nas refinaria, como na Rnest, podem ajudar no bom desempenho do PIB regional - Foto: Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O crescimento do Nordeste em 2026 pode variar entre 1% e 2,3%, a depender da instituição que faz a projeção. Em dois cenários, a região cresce acima da média nacional. É o caso da Tendências Consultoria e do Banco do Brasil. Em um panorama de desaceleração da economia brasileira, cuja expansão deve ficar entre 1,5% e 2% no próximo ano, a diferença de leitura sobre o desempenho nordestino merece atenção.

A projeção mais otimista é a da Tendências Consultoria, que estima alta de 2,3% para o PIB regional. A avaliação é que, mesmo com o arrefecimento do PIB nacional para 1,6%, Norte, Nordeste e Centro-Oeste crescerão acima da média. 

No caso nordestino, o suporte viria do mercado de trabalho ainda resiliente e do setor de serviços, além do aumento da renda disponível impulsionado por programas sociais e pela reforma do Imposto de Renda. A indústria também teria recuperação, com o fim de paradas técnicas em refinarias de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. No campo, a expectativa é de desempenho relativamente positivo, com destaque para a retomada da cana-de-açúcar.

O Banco do Brasil apresenta uma visão intermediária, com crescimento de 2,2% para o Nordeste, ligeiramente acima da média nacional projetada em 2%. O relatório ressalta diferenças internas entre os estados e aponta, por exemplo, a Paraíba com expansão estimada em 3,5%, atrás apenas do Ceará na região. O banco reconhece a contribuição do agronegócio e de segmentos industriais específicos, mas considera que o ambiente de juros ainda elevados e a moderação do consumo limitarão um avanço mais robusto.
A estimativa mais conservadora é a do Bradesco, que projeta alta de apenas 1% para o PIB nordestino em 2026. O principal argumento é o maior patamar de desemprego da região, atualmente acima da média nacional, o que tende a restringir o consumo das famílias – são 8,1% contra 5,8%, segundo os últimos dados da Pnad trimestral. 

Para o banco, mesmo com benefícios fiscais e políticas de transferência de renda, o cenário de crédito restritivo e juros elevados deve afetar de forma mais intensa economias com maior dependência do consumo interno. 
O histórico recente mostra que o Nordeste tem acompanhado o ritmo do país. Após a queda de 4,1% em 2020, cresceu 3,5% em 2021 e 3,4% em 2022. Em 2023, segundo o IBGE, avançou 2,9%, pouco abaixo da média nacional de 3,2%. A trajetória indica capacidade de recuperação, mas também forte correlação com o ciclo econômico brasileiro. 


A amplitude das projeções para 2026 revela que o desempenho regional dependerá essencialmente de três fatores: manutenção do emprego e da renda, comportamento do crédito em ambiente de juros ainda elevados e desempenho do agronegócio e da indústria extrativa. A combinação dessas variáveis definirá se o Nordeste ficará mais próximo do cenário de 2,3% ou do crescimento modesto de 1%.

Eletropostos
A Kroma Energia iniciou a operação dos dois primeiros eletropostos do projeto Kroma Conecta na Região Metropolitana do Recife, ampliando a infraestrutura para veículos elétricos. As unidades funcionam no Shopping Guararapes, em Jaboatão, e no Posto Fiji, na Avenida Abdias de Carvalho. Os pontos contam com carregadores rápidos de 80 kW, que reduzem o tempo de recarga. Uma terceira estação será inaugurada nos próximos dias no Posto Ibiza, na Avenida Recife.

Leite fecha as portas
Após 144 anos de funcionamento ininterrupto, o Restaurante Leite, o mais tradicional do Recife e um dos mais antigos do Brasil, fechará as portas temporariamente a partir de 2 de março para uma ampliação de R$ 3 milhões. A obra incorporará o imóvel vizinho e acrescentará 60 novos lugares, incluindo um primeiro andar com vista para o Rio Capibaribe e a Praça Joaquim Nabuco. 

Mel do Sertão
O Sertão do Araripe dá mais um passo rumo à valorização de sua produção apícola com a estruturação da Indicação Geográfica do Mel do Sertão do Araripe. O tema será debatido em reunião presencial no próximo dia 26 de fevereiro, das 14h às 16h, na sede do Cisape, na Rodovia PE, em Asa Branca. A iniciativa conta com apoio da Adepe, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e do Sebrae. O objetivo é fortalecer a identidade regional do produto e ampliar sua competitividade no mercado.

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