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IA, cibersegurança e tarifas redesenham os riscos globais para 2026

Com a IA, a economia entrou de forma definitiva na era digital

Cibersegurança é a preocupação número um para empresários na maior parte dos paísesCibersegurança é a preocupação número um para empresários na maior parte dos países - Foto: Ministério das Comunicações

A edição 2026 do Allianz Risk Barometer, estudo anual elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, revela como a inteligência artificial, a segurança cibernética e as tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, estão redefinindo as preocupações de empresários e executivos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Em síntese, o levantamento, que ouviu mais de 4 mil executivos em 120 países, indica que a economia entrou de forma definitiva na era digital.

Os incidentes cibernéticos seguem como o principal risco global para 2026, com uma margem maior do que nunca — 10% à frente do risco intimamente relacionado da inteligência artificial (IA). Este é o quinto ano consecutivo em que o risco cibernético ocupa a primeira posição do ranking. Há uma década, aparecia apenas em oitavo lugar. Trata-se do principal risco para empresas de todos os portes — grandes, médias e pequenas.

A inteligência artificial também avançou de forma expressiva como preocupação. O relatório mostra que, em mercados onde a digitalização avança rapidamente, o temor em relação aos efeitos colaterais da adoção acelerada da IA ganha centralidade nas estratégias corporativas. É o caso de Brasil, Austrália e Colômbia, onde, pela primeira vez, a IA aparece como o principal risco empresarial, superando ameaças tradicionais como incidentes cibernéticos e interrupções de negócios. Na China, Índia, Portugal e Reino Unido, a IA figura como a segunda maior preocupação.

No Brasil, a inteligência artificial já supera riscos tradicionais devido ao seu papel ambivalente como ferramenta estratégica que impulsiona eficiência e inovação, mas que também gera vulnerabilidades operacionais inesperadas. As empresas reconhecem seu potencial transformador, mas temem impactos negativos na ausência de controles adequados. A avaliação predominante é de que a IA avançou mais rápido do que a governança, um movimento recorrente quando se trata de novas tecnologias.

O Brasil também está entre os países onde cresceu a preocupação com legislação, regulamentação e fatores tarifários, ao lado de Canadá, Alemanha, França e Reino Unido, refletindo maior apreensão diante de um ambiente geopolítico e econômico mais volátil. No Canadá, esse é o principal risco apontado. No Brasil, ocupa a terceira posição, enquanto a segurança cibernética aparece em segundo lugar.

O fato de os incidentes cibernéticos permanecerem no topo do ranking global e de a inteligência artificial liderar o levantamento em países como o Brasil indica que a tecnologia deixou de ser apenas um fator de eficiência operacional e passou a influenciar diretamente a estratégia, a governança e a sustentabilidade dos negócios.

O estudo evidencia que, à medida que as empresas incorporam IA, automação, análise de dados e plataformas digitais aos seus processos, cresce também a exposição a novos tipos de risco. Essa mudança no perfil de risco reflete uma economia cada vez mais dependente de sistemas digitais, conectividade e infraestrutura tecnológica crítica — um movimento que deve ser observado não apenas por empresários, mas também por governos.

Os riscos tradicionais não desapareceram, mas foram superados por ameaças intangíveis, sistêmicas e globais, como falhas digitais, decisões automatizadas e choques regulatórios. Esse novo cenário exige abordagens mais sofisticadas de gestão e planejamento.

O avanço da digitalização está, assim, redefinindo o próprio conceito de risco empresarial, reforçando que a economia digital deixou de ser um vetor paralelo e passou a constituir o eixo central sobre o qual se estruturam cadeias produtivas, modelos de negócio e decisões corporativas.

Setor Têxtil
O Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco está em Medelín, na Colômbia, participando da Colombiatex de las Americas, maior evento da indústria têxtil da América Latina. A feira acontece de 27 a 29 de janeiro. 

Nova liderança
Guilherme Gomes, de 20 anos, é o novo presidente do LIDE Futuro, que completa 12 anos de atuação no estado. Ele sucede Daniel Asfora, que esteve à frente da entidade por seis anos e que, desde 1º de janeiro, assumiu o cargo de copresidente do LIDE Pernambuco.

B3 Social 
A B3 Social encerrou 2025 com mais de R$ 60 milhões gerenciados em doações diretas e via incentivos fiscais, alcançando mais de 11 milhões de pessoas em todo o Brasil. Os recursos foram destinados a iniciativas nas áreas de educação, enfrentamento de crises climáticas e fortalecimento da cultura de doação. 

Imobi por Elas
O Imobi por Elas, rede nacional de mulheres que atuam no mercado imobiliário, está lançando campanha institucional nos canais digitais com o objetivo de ampliar o número de associadas e fortalecer a participação feminina no setor. 

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