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Coluna Movimento Econômico

O fim do líder tradicional: IA e geopolítica redefinem o jogo

Deixar o departamento de TI gerenciar a IA e tratar o tema como algo alheio à liderança não tornará nenhum executivo bem-sucedido no ambiente atual

Líder em xequeLíder em xeque - Foto: Imagem gerada por IA/Movimento Econômico

A Boyden é uma empresa global de consultoria especializada em recrutamento executivo e liderança, com sede nos Estados Unidos, que atua principalmente na identificação e seleção de executivos de alto nível, como CEOs, diretores e conselheiros. Chad Hesters, seu presidente global, defende que há um novo padrão de liderança emergindo no mundo. Dois fatores estão determinando essa mudança: o avanço da IA e a geopolítica.

Em entrevista ao Valor Econômico, Hesters disse que o letramento em IA e a maior compreensão da geopolítica passaram a ser conhecimentos determinantes para os líderes. "Estamos lidando com a taxa de mudança mais rápida que os seres humanos já viram. Hoje em dia, um líder, em qualquer organização, precisa ser fluente o suficiente em inteligência artificial; caso contrário, não vai conseguir competir. Deixar o departamento de TI gerenciar a IA e tratar o tema como algo alheio à liderança não vai tornar nenhum executivo bem-sucedido no ambiente operacional atual".

Para a Boyden, curiosidade e humildade são duas características de líderes que subiram na lista de requisitos nos últimos anos. "Se você não for humilde o suficiente para saber que precisa pedir ajuda às pessoas para entender algo e não tiver curiosidade nem para perguntar, não vai conseguir competir no mundo de hoje", alerta.

Na mesma direção, o publicitário pernambucano e consultor em IA Anselmo Albuquerque também defende que as lideranças precisam conhecer a IA em profundidade para alcançar resultados na gestão. Ele avança no tema no podcast Papo de Negócio, do Movimento Econômico, que está no ar.

Anselmo tem percebido que muitas organizações adotaram ferramentas de IA sem um plano estruturado, sem estratégia e, por isso, não enxergam retorno sobre o investimento. Para ele, o erro começa na liderança, que nem conhece as ferramentas e cobra o uso da tecnologia sem oferecer direcionamento ou capacitação adequada às equipes. O resultado é uma adoção superficial, que não se traduz em ganhos concretos de produtividade.

Na conversa, Anselmo avança mostrando como as lideranças devem se relacionar com a AI e traz insights que podem ajudar gestores a tirar mais proveito da ferramenta. O podcast pode ser acessado pela home do portal ou no canal do YouTube @movimentoeconomico1251. Vale à pena assistir.

Fim do conflito?
 A despeito de Trump afirmar, nesta segunda-feira (23), que está negociando com o Irã o fim da guerra, uma enquete que circulou ontem em grupos de WhatsApp do mercado financeiro global apresentou três horizontes distintos de expectativas para o fim do conflito: a data de 15 de abril recebeu 52% dos votos; o dia 30 de abril, 64%; e o dia 30 de junho, 80%.

Homenagem ao gestor do HCP
À frente de uma gestão transformadora no Hospital de Câncer de Pernambuco, o administrador mineiro Sidney Batista Neves será homenageado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) no dia 24 de março, às 18h, com o título de Cidadão Pernambucano. À frente da instituição desde janeiro de 2023, ele acumula 24 anos de experiência em saúde pública e privada trajetória destacada na proposta da deputada Roberta Arraes.

Faculdade Tiradentes
A Faculdade Tiradentes (Fits), em Goiana, está entre 129 instituições do país reconhecidas por ações de impacto social. A unidade recebeu o Selo ODS Educação 2025, do Instituto Selo Social, alinhado à Agenda 2030 da ONU. Além de formar médicos, a instituição atua para fixar profissionais no interior. A iniciativa também contribui para o fortalecimento da saúde pública na Mata Norte. Como contrapartida, destina 10% da receita para capacitação, equipamentos e melhorias na rede local.

Rede Muda Mundo
Pelo terceiro ano consecutivo, a Rede Muda Mundo, do Recife, participa do Brazil Conference, realizado anualmente em Harvard e no MIT. Desta vez, a organização assume papel estratégico na aceleração de lideranças do terceiro setor. A Rede fez parceria com a Baterias Moura, que destinará R$ 15 mil para impulsionar os projetos selecionados no evento e fortalecer o ecossistema de impacto social no Brasil.

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