Coluna Movimento Econômico

Sem estímulo local, mercado náutico busca águas internacionais 

No Brasil, em 2022, o segmento faturou R$ 2,2 bilhões. Já nos Estados Unidos o volume alcançou US$ 85 bilhões.

Jonas e Elizabeth Moura, sua mãe, sócia no estaleiroJonas e Elizabeth Moura, sua mãe, sócia no estaleiro - Foto: divulgação

O bairro da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, abriga um dos maiores estaleiros do Brasil na categoria de embarcações de 26 a 50 pés, o Nx Boats. Neste ano, a produção deve alcançar 400 embarcações. Do local, um espaço com 30 mil metros quadrados, saem barcos para mais de 10 países, incluindo EUA, Turquia e Suíça. 

As exportações correspondem a 32% da produção. Há um ano, a empresa abriu uma operação própria de fábrica nos Estados Unidos para comercialização e assistência técnica. Há seis meses, fez o mesmo em Gênova, na Itália. 

O CEO Jonas Moura explica que atuar por conta própria no mercado internacional é uma estratégia para fortalecer a marca. O cenário internacional é fundamental para o negócio, já que, no Brasil, barco é produto de luxo. E isso é consequência da ausência de linhas de crédito para tornar o produto mais acessível a várias classes sociais. Considere aí embarcações que vão do caiaque ao iate, ou seja, modelos para vários tamanhos de bolsos.

No Brasil, em 2022, o segmento faturou R$ 2,2 bilhões. Já nos Estados Unidos o volume alcançou US$ 85 bilhões. E Jonas Moura atribui o resultado ao fato de 99% dos barcos vendidos aos americanos terem sido financiados em até 20 anos. 

Além da oferta de crédito, há oferta de infraestrutura. No país inteiro se veem rampas públicas que permitem aos proprietários guardarem seus barcos em casa, evitando custos com marinas. Fatores que tornam as embarcações muito populares. 

Não se trata só de lazer. A indústria náutica gera muitos empregos, já que a fabricação de barcos é manual. Não se faz barcos com máquinas. Assim como na construção civil, se a produção aumenta, cresce o número de trabalhadores. Em menos de uma década, o Nx Boats saltou de 14 para 550 funcionários. 

Neste sábado (25), o estaleiro promove mais um Summer Day, na Praia de Carneiros, para celebrar nove anos de operação e o marco de 1.700 lanchas comercializadas no Brasil e no exterior no período. 

APM Terminals 
A implantação do novo terminal de contêiner da AMP Terminals em Suape avança. Em janeiro tem início a demolição de 38.200 m² de prédios na área adquirida junto ao Estaleiro Atlântico Sul e a conclusão do design do cais. Além disso, conforme o diretor presidente do terminal em Suape, Aristides Russi Jr, a empresa efetuará a compra dos dois guindastes. A chinesa ZPMC e a alemã Liebherr estão na disputa para fornecer os equipamentos.

Litígio
O Instituto Pernambucano de Estudos Tributários (IPET) promove no dia 1º de dezembro, no Hotel Grand Mercure, o workshop "Resoluções Alternativas de Litígios Tributários" para discutir a implementação da consensualidade nas transações tributárias através da mediação e arbitragem. Segundo o IPET, o contencioso tributário brasileiro é um dos maiores do mundo e movimenta mais de R$ 5 trilhões de reais que estão sendo discutidos em mais de 39 milhões de processos judiciais. 

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