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Manifesto

MPF investiga se presidente da Caixa fez pressão indevida contra Fiesp e Febraban

Procuradoria fala em informações de que o favorecimento político, clientelismo e apadrinhamento teriam voltado a ocorrer na Caixa

Presidente da Caixa, Pedro GuimarãesPresidente da Caixa, Pedro Guimarães - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Procuradoria da República no Distrito Federal investiga se o presidente da Caixa, Pedro Duarte Guimarães, utilizou seu cargo para pressionar indevidamente empresários e lideranças da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

A Caixa e o Banco do Brasil ameaçaram abandonar a Febraban caso a entidade assinasse o manifesto da Fiesp produzido antes das manifestações do dia 7 de setembro e que abordava a preocupação com a escalada da crise entre os Poderes.

A apuração foi incluída no inquérito civil em andamento que acompanha se o banco mantém os padrões de governança e compliance adotados após os crimes descobertos pela força-tarefa Greenfield, que investigou desvios no banco e em fundos de pensão nas gestões do PT.



A ação do presidente do banco público, diz o pedido do MPF que o Painel teve acesso, além de poder configurar ato de improbidade administrativa ou quiçá crime de ameaça", indica "possível politização da instituição financeira, afetando a governança e a credibilidade de sua atuação".

Segundo o MPF, o inquérito civil estava para ser arquivado, mas, além das notíciais sobre a ameaça de deixar a Febraban, surgiram "informações reservadas e anônimas dando conta de que os antigos esquemas de favorecimento político, clientelismo e apadrinhamento teriam voltado a pressionar a estrutura da Caixa".

Ao pedir a apuração, o MPF dá 10 dias para que Pedro Guimarães, a Fiesp e a Febraban apresentem suas versões sobre os fatos.

O procurador do caso também oficiou o Banco Central para saber se alguma investigação foi aberta e se foram adotadas medidas para coibir "o uso político das instituições financeiras federais".

A PricewaterhouseCoopers, responsável pela auditoria independente do banco, foi questionada se tomou conhecimento dos fatos e chamada para acompanhar os desdobramentos do inquérito.

Após receber e analisar as informações, o MPF vai decidir sobre a necessidade de tomar o depoimento do
presidente da Caixa.

A Caixa foi procurada, mas informou que não irá se manifestar.

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