Natal

Natal: compras ficam para a última hora

Os próximos dias devem ter movimento intenso no comércio. Segundo estudo da CNDL e SPC Brasil, 9,3 milhões de pessoas ainda vão procurar os presentes de Natal

Expectativa para o comércio durante o NatalExpectativa para o comércio durante o Natal - Foto: Julya Caminha/Arquivo Folha

Faltando menos de uma semana para o Natal, o movimento no comércio só deve crescer. É o que mostra a pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que constatou que 9,3 milhões de brasileiros deixaram para realizar as compras de fim de ano nos próximos dias. A data comemorativa, que é a mais forte e aguardada pelo comércio, deve gerar uma injeção R$ 53,5 bilhões na economia do País.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE) estima que, em Pernambuco, o consumidor está disposto a desembolsar em média R$ 299 em presentes - um pouco mais que no ano passado, quando o valor era de R$ 293.

Segundo a pesquisa da CNDL/SPC, 55% dos que adiaram as compras para a última hora o fizeram na esperança de conseguir encontrar promoções. A prática, no entanto, é desencorajada pelo economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos. “Antes do Natal é muito improvável que uma loja dê descontos. Se houver algum tipo de promoção com maior valor provavelmente será depois do Natal. Tradicionalmente, o período de queima de estoque é em janeiro”, afirmou.

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Outros 22% alegam esperar o pagamento da segunda parcela do 13º salário, 14% culpam a falta de tempo para procurar todos os presentes da lista, mais 14% admitem a falta de organização e 5% têm preguiça de fazer compras. Só 2% dos entrevistados vão deixar as compras natalinas para janeiro de 2019 para aproveitar as promoções de início de ano para economizar.

Pernambuco De acordo com Rafael Ramos, o pico das vendas será neste fim de semana, já que as celebrações acontecem no dia 24. “A expectativa dos lojistas em Pernambuco está bem positiva. Espera-se um crescimento nas vendas de 5%”, comentou.

Ao mesmo tempo, caiu a intenção de consumo do pernambucano, de 86% para 83% na comparação com o Natal do ano passado. Buscando alavancar as vendas, as estratégias que os empresários adotaram vão desde a concessão de descontos (51,5%) à publicidade na internet (48,1%) e incentivo à equipe (35,8%).

A avaliação da Fecomércio-PE revelou ainda que, das regiões de Pernambuco, a intenção de consumo é maior no Agreste, onde o consumidor deve gastar em média R$382 na compra de presentes. Em contrapartida, a Região Metropolitana do Recife Expandida registrou o menor valor: em média R$ 262. Para Ramos, o fato se explica pela desmobilização de mão de obra.

“Uma das regiões que mais foram atingidas pelo desemprego foi a RMR, e isso é um dos fatos determinantes na intenção de consumo das famílias. É provável que esse cenário de mercado de trabalho deteriorado, com pessoas com dificuldade de gerar renda, tenha afetado na comparação”, afirmou.

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