Nissan Frontier: uma verdadeira expedicionária

Picape ficou ainda mais forte na sua 12ª geração, graças a um reforço de aço no chassi. Por isso, foi a protagonista da Expedição Nissan

Nissan FrontierNissan Frontier - Foto: Divulgação

Posta à prova em uma expedição que rodou 3,8 mil quilômetros à procura do início do Brasil (e também de algumas das melhores trilhas do País), a Nissan Frontier mostrou que pode mesmo encarar qualquer desafio. A picape não vacilou em nenhum obstáculo, passando por erosões, areia, lama e até dunas para levar os expedicionários a sítios arqueológicos de pinturas rupestres brasileiros. Afinal, ficou ainda mais forte e potente na sua 12ª geração.

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A nova geração chegou ao Brasil em março de 2017, mas foi a protagonista da expedição porque ficou quatro vezes mais resistente. A melhora é fruto de um reforço de aço no chassi, que agora tem oito barras transversais e a sobreposição de outro chassi na parte interna. É um reforço que garante a rigidez torcional da picape, mas não aumenta o seu peso. Ao contrário. O chassi mudou de material para poder se enquadrar neste novo desenho. E, por isso, ficou 44 quilos mais leve. A Frontier também perdeu mais 113 quilos na carroceria e na parte mecânica. Por isso, passar pelos obstáculos ficou ainda mais fácil.

Afinal, além de forte, o carro se mostra leve na estrada. E essa leveza é acentuada pela caixa mecânica, graças à combinação de um motor turbo diesel 2.3L 16V a uma transmissão automática de sete marchas. Segundo a Nissan, a Frontier entrega 190 cavalos de potência e 45,9 kgfm de torque. Com tudo isso, não poderia faltar uma tração que preparasse a picape para os terrenos acidentados. Por isso, as duas versões da Frontier (SE e LE) oferecem opções de tração integral e reduzida que podem ser acionadas com um simples girar de botão, mesmo com o carro em movimento (até 100 km/h).

tração ainda tem como aliado o design da Frontier. É que, para acentuar a sua capacidade off road, a picape tem 31,6º de ângulo de entrada de 27,2º de saída. Foi graças a essa combinação, por sinal, que os expedicionários conseguiram passar por grandes valas e também por uma ladeira com mais de 200 metros de areia fina na última etapa da Expedição Nissan, no Pará.

Nas trilhas, também ficou evidente o conforto do veículo. É que, diferente do que acontece em outras picapes, os passageiros não sofrem solavancos bruscos devido à suspensão multilink que garante uma melhor absorção dos impactos. E o motorista ainda é presenteado com bancos gravidade zero, que foram inspirados em uma tecnologia da NASA para reduzir o cansaço do condutor.

Como se fosse pouco, a Nissan diz que a Frontier vai ficar ainda melhor. É que a picape, antes importada do México, começou a ser fabricada na Argentina. E o grande foco da produção dos hermanos será o Brasil. Por isso, é possível que a Frontier fique mais “apimentada”. Só não se sabe se ela vai ficar mais cara, já que, hoje, a Frontier parte de R$ 152 mil e chega a R$ 166 mil.

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