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Novo bilionário do Brasil: quem é o fundador do Agibank que entrou para lista após IPO da fintech

Empresa vale R$ 5,7 bilhões, e fundador tem participação de 63%

Marciano Testa, fundador do Agibank Marciano Testa, fundador do Agibank  - Foto: Reprodução/Linkedin

O Brasil tem um novo bilionário. O fundador da fintech brasileira Agi Inc., conhecida como Agibank, Marciano Testa, entrou para a lista nesta quarta-feira. As ações da companhia fecharam o primeiro dia de negociação em queda de 10%, após a empresa reduzir, de última hora, tanto o preço quanto o volume de papéis ofertados, na New York Stock Exchange.

Mesmo assim, a participação de 63% de Testa no Agibank passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,7 bilhões), considerando o preço de fechamento de US$ 10,75. A operação é apenas o segundo grande IPO de uma empresa brasileira nos EUA desde 2021, após a estreia do PicPay na Nasdaq, cujas ações já caíram 23%. Antes, o último caso relevante havia sido o da Nu Holdings, de David Vélez, hoje com fortuna estimada em US$ 17 bilhões.

No caso do Agibank, a abertura de capital diluiu a participação de Marciano Testa, mas não seu controle: por meio de ações classe B, ele mantém cerca de 95% do poder de voto. A fintech, que avalia listagem nos EUA desde 2019 após tentativa frustrada na B3, opera modelo híbrido com plataforma digital e mais de 1.000 pontos físicos, somando 6,4 milhões de clientes ativos.

 

Quem é o bilionário
Marciano Testa cresceu ao lado de cinco irmãos. Com ascendência italiana, aprendeu a falar o idioma europeu antes do português, segundo o Money Times. Aos oito anos, vendia bolos feitos pela mãe. Aos 14, conseguiu emprego na Tramontina, após indicação de um cliente da jardinagem que era professor do Senai.

Quando fez 17 anos, abriu sua própria empresa no ramo de confecção. No mesmo período, fazia faculdade de administração em Caxias do Sul. Chegou a abrir duas lojas, mas viu o negócio não decolar. Após esse empreendimento, apostou na MMC Alimentos, uma distribuidora, quando viu oportunidade de investir em crédito consignado.

Aos 23, fundou a Agiplan, plataforma de crédito que realizava a conexão entre correspondentes e bancos. Com a regulamentação do crédito consignado, a fintech movimentava R$ 550 milhões por mês, entre 2007 e 2010, afirmou o portal Money Times.

A principal frente de atuação, hoje, é o crédito consignado para aposentados, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios do INSS.

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