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Novo governo atende a expectativas, diz presidente do Bradesco

O executivo, diferente de seus pares do Itaú e do Santander, não citou reformas que considera importantes

74% dos eleitores do presidente eleito, Jair Bolsonaro, acreditaram em notícia de fraude nas urnas74% dos eleitores do presidente eleito, Jair Bolsonaro, acreditaram em notícia de fraude nas urnas - Foto: Tania Rêgo/Agência Brasil

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou que os primeiros anúncios econômicos do governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) são temas que "todo mundo reconhece que são importantes".

"Então temos aquilo que é desejado por todos e parece que está sendo discutido", disse Lazari.

O executivo, diferente de seus pares do Itaú e do Santander, não citou reformas que considera importantes e não comentou nenhum ponto em debate sobre propostas do atual governo.

Nesta quinta-feira (1º), foi apresentada uma das propostas de reforma da Previdência entregues a Bolsonaro, capitaneada pelo economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central.

Na segunda-feira (29), o presidente eleito havia mencionado a possibilidade de apoiar a aprovação do texto que já tramita no Congresso, proposto pelo governo Michel Temer (MDB).

Ainda no conjunto de medidas econômicas de Bolsonaro, foi anunciada a criação de um superministério da Economia (Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços), sob o comando de Paulo Guedes. Outras fusões já estão em debate.

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Candido Bracher, presidente do Itaú, afirmou que a reforma da Previdência é prioritária, mas defendeu também mudanças em educação para o aumento de produtividade do país.

O presidente do Santander, Sergio Rial, disse ser primordial que o novo governo destrua monopólios no sistema financeiro, como os de folha de pagamento e dos depósitos recursais.

Lazari, por sua vez, comentou falas mais polêmicas de Bolsonaro, como as críticas à imprensa.

O presidente eleito fez ataques à Folha. No mais recente, em entrevista ao Jornal Nacional, afirmou que "por si só, esse jornal se acabou".

Lazari afirmou que a Constituição assegura a liberdade de pensamento e que nesse tópico está incluída a liberdade de imprensa.

"Liberdade de imprensa e democracia são cláusulas pétreas. Onde houver espaço para a liberdade de imprensa vai haver consolidação da democracia", afirmou.

Questionado sobre posições polêmicas contra negros e mulheres, Lazari disse que "não há discussão".

"O banco é defensor de princípios democráticos, não temos nenhuma dúvida e nenhum titubeio em relação a isso", afirmou.

Lazari falou a jornalistas em teleconferência para detalhar os resultados do banco no terceiro trimestre deste ano.

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