Nubank mudará trabalho remoto e quer funcionários três vezes por semana no presencial em 2027
Atualmente, empregados podem comparecer uma semana a cada trimestre. CEO diz que há custos invisíveis no trabalho remoto
Em uma longa mensagem aos mais de 9,5 mil funcionários, David Vélez, fundador e CEO do Nubank, anunciou que está mudando o modelo de trabalho da instituição.
Conhecido por ser uma das empresas mais flexíveis com o modelo remoto, exigindo apenas uma semana presencial por trimestre, a fintech passará a exigir presença por dois dias na semana em 2026, subindo para três dias em 2027, num modelo híbrido.
"Nos últimos cinco anos, o Nubank prosperou em um ambiente prioritariamente remoto. Decidimos fazer a transição para um modelo híbrido. A partir de 1º de julho de 2026, planejamos trazer os 'nubankers' de volta ao trabalho em equipe presencial, começando com dois dias por semana e, mais adiante, três dias por semana em 1º de janeiro de 2027", escreveu Vélez.
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Ele reconheceu que essa mudança pode gerar 'conturbação' para aqueles que moram longe dos escritórios da empresa ou para os funcionários que ingressaram na fintech interessados nessa flexibilidade do modelo de trabalho.
Por isso, disse o CEO, foi estabelecido o prazo de transição de oito meses. Além disso, serão abertos novos escritórios para tornar mais fácil o deslocamento dos funcionários, explicou.
Segundo ele, haverá expansão e melhoraremos nos escritórios-sede em São Paulo, Cidade do México e Bogotá. Também haverá investimento em novos espaços, para equipes específicas, em Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Buenos Aires, área metropolitana de Washington D.C., Miami e Palo Alto – e nos hubs de talentos existentes em Berlim, Montevidéu e Durham.
A mudança, afirmou o CEO, foi decidida depois de análise de pesquisas que mostram que o trabalho remoto "tem custos invisíveis". Vélez explicou que a cultura de uma empresa não "é um documento ou um conjunto de valores em uma parede".
"É um sistema vivo de hábitos, energia e confiança construído através da conexão humana diária. Em um mundo prioritariamente remoto, essa energia se esvai", escreveu o CEO, lembrando que videochamadas reduzem "as pessoas a quadrados" e os momentos espontâneos — a troca de informações no corredor, por exemplo, desaparecem. Vélez afirma que mais trabalho presencial aumenta o senso de pertencimento.
O Nubank tem atualmente 122 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, segundo seu balanço, e teve um lucro líquido de US$ 637 milhões e um faturamento de US$ 3,7 bilhões no segundo trimestre de 2025.

