O impacto gerado pela greve geral no Estado

Segundo a CUT, profissionais de diversas categorias aderiram à mobilização contra as reformas do governo

Força-tarefa criada pelos Correios pode ficar prejudicadaForça-tarefa criada pelos Correios pode ficar prejudicada - Foto: Ed Machado

Parte de um movimento nacional, a greve geral desta sexta-feira (28) em Pernambuco, conta com a adesão de profissionais de várias categorias, incluindo serviços prestados ao cidadão, como rodoviários, metroviários, professores da rede pública de ensino, policiais, Correios, entre outros. A manifestação é contra as reformas da Previdência e trabalhista, e a Lei da Terceirização, propostas pelo Governo Federal. Um ato público acontece na Praça do Derby, a partir das 14h. 

Os aeroviários e aeroportuários do Aeroporto do Recife também estão na lista confirmada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE). As categorias reúnem mais de seis mil profissionais. As companhias aéreas Gol, Latam e Avianca informaram que não vão cobrar taxas de remarcação de passagens de clientes afetados pela manifestação. A Azul disse que cada "caso terá que ser avaliado de forma isolada".

Servidores da Assembleia Legislativa de Pernambuco, do Poder Judiciário, auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e docentes das universidades Federal e Estadual também se uniram ao movimento.

O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev-PE) pediu que os cidadãos com agendamento marcado liguem para o número 135 e façam reagendamento.

Professores da rede municipal do Recife e outros servidores municipais e estaduais também fazem parte da lista. "Haverá impacto em vários serviços, pois são categorias com atuação em todo o Estado", destacou o vice-presidente da CUT-PE, Paulo Rocha, reforçando que algumas prefeituras de municípios do Interior resolveram decretar ponto facultativo. Aderiram à greve geral, os servidores públicos de municípios do Interior como Buíque, São Bento do Uma, Bezerros, Abreu e Lima, Riacho das Almas, Iato, Exu, São Vicente Férrer, Tacaimbó, Tupanatinga, Sertânia, Moreno e Gravatá.

Também houve a adesão de metalúrgicos, petroleiros, químicos, indústria naval, construção pesada, bancários e comerciários. Segundo a CUT, outras categorias como a de psicólogos, farmacêuticos, odontologistas, porteiros, técnicos de enfermagem e enfermeiros e condutores de ambulância também aprovaram a participação de seus profissionais, em assembleia. Algumas empresas privadas, inclusive, decidiram suspender as suas atividades e outras vão oferecer transporte especial para os seus funcionários.

Veja também

Pagamento de indenizações do DPVAT passa a ser feito pela CEF
Seguro

Pagamento de indenizações do DPVAT passa a ser feito pela CEF

É cedo para dizer se haverá depreciação de carros da Ford após fechamento de fábricas
Ford

É cedo para dizer se haverá depreciação de carros da Ford após fechamento de fábricas