Obra da Adutora do Moxotó será iniciada

Com investimento de R$ 104 milhões, estrutura vai beneficiar sete municípios do Interior do Estado

Álvaro Porto é deputado estadual pelo PSDÁlvaro Porto é deputado estadual pelo PSD - Foto: Jarbas Araújo/Alepe

As obras da Adutora do Moxotó devem ser iniciadas esta semana, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Ao todo, a estrutura vai beneficiar 325 mil moradores de sete municípios do interior do Estado, que estão com o abastecimento em colapso depois de cinco anos consecutivos enfrentando secas. Atualmente, eles recebem água em sistema de rodízio.

A obra tem investimentos de R$ 104 milhões com recursos do Ministério da Integração, segundo o diretor técnico de engenharia da Compesa, Rômulo Aurélio. A adutora terá 70 quilômetros (km) de extensão e vazão de 300 litros por segundo. Ela vai captar a água do açude do Moxotó, no município de Sertânia, próximo ao Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, e levá-la até o município de Arcoverde. De lá, o sistema se interliga com a Adutora do Agreste - beneficiando as famílias das cidades como Pesqueira, Alagoinha, Belo Jardim e o sistema do Bitury, que segue para Tacaimbó, São Bento do Una e parte de Sanharó.

“A ordem de serviço para a primeira etapa já foi assinada. Até o dia 3 de novembro esperamos ter o resultado da licitação para a segunda eta­pa”, explicou Aurélio. Todas as fases da construção devem ser concluídas em 15 meses, mas a primeira parte ficará pronta ainda no primeiro trimestre de 2017. “É uma obra importante para regularizar os graves problemas de abastecimento humano na região, porque a situação hídrica do Estado está crítica”, ponderou o pesquisador e especialista em convivência com o Semiárido, João Suassuna. “Contudo, sabemos que essas são obras paliativas para o região. Se a Transposição já tivesse sido concluída, como era o planejado, a situação seria totalmente diferente para essas populações”, criticou.

A empresa que construirá a primeira etapa, de 33 km, é a pernambucana Sanea. As tubulações serão dispostas às margens da BR-232, entre estações de bombeamento EB-1, no reservatório de Moxotó, e EB-2, em Cruzeiro do Nordeste, em Sertânia. A barragem de apoio à adutora já foi construída no distrito de Rio da Barra, também em Sertânia. Ela deve começar a receber água do São Francisco até o fim deste ano, a partir do avanço das obras do Eixo Leste da Transposição do São Francisco. A Compesa ainda vai construir uma Estação de Bombeamento de Água Bruta (EB-1) para bombear o fluxo até a Adutora do Moxotó.

 

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