Odebrecht acerta venda de concessões no Peru por cerca de R$ 270 milhões

O objetivo é que R$ 7 bilhões sejam passados à frente ainda em 2016

Brinque ConstruindoBrinque Construindo - Foto: divulgação

A Odebrecht acertou a venda de mais duas concessões no Peru para a canadense Brookfield e a francesa Suez. As duas pagarão ao grupo baiano cerca de R$ 270 milhões (US$ 80 milhões), segundo informou à reportagem um executivo a par das negociações.

Endividada, a Odebrecht anunciou no início deste ano um programa de venda de R$ 12 bilhões em ativos até o ano que vem. O objetivo é que R$ 7 bilhões sejam passados à frente ainda em 2016. A transação acertada nesta sexta refere-se às companhias H2Olmos e Concesionaria Trasvase Olmo. Elas fazem parte de um projeto que irá desviar água de um rio pela cordilheira dos Andes em direção ao Pacífico.

O desvio permitirá o uso da água na irrigação de terras e na geração de energia.
Uma das maiores gestoras de recursos do mundo, a Brookfield tem demonstrado apetite pelos negócios da Odebrecht.

Em junho, comprou fatia na empresa de concessões de rodovias Rutas de Lima, também no Peru. No mês passado, foi a vez da canadense acertar a compra do negócio de saneamento da Odebrecht Ambiental, por R$ 2,8 bilhões.

No Peru, a Odebrecht ainda tenta se desfazer de um projeto de gasoduto e de uma hidrelétrica. Principal grupo empresarial investigado pela Operação Lava Jato, a Odebrecht enfrenta dificuldades financeiras desde o ano passado e pôs à venda empresas e participações para tentar reduzir sua dívida, que gira em torno de R$ 100 bilhões hoje.

A empresa negocia desde maio um acordo com o Ministério Público Federal para colaborar com as investigações da Lava Jato em troca de redução das penas de seu ex-presidente, Marcelo Odebrecht, que está preso em Curitiba há mais de um ano, e dezenas de outros executivos.

Pelos termos atuais do acordo de leniência, a Odebrecht terá de pagar para Brasil, EUA e Suíça entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões ao longo de 20 anos. Do montante referente à leniência, mais da metade ficará no Brasil e uma porcentagem menor será dividida entre os EUA e a Suíça, países que colaboraram na apuração de informações e nos quais a Odebrecht praticou crimes.

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