Odebrecht é 'máquina de propina', diz 'Financial Times'

O jornal destaca ainda que, para o Departamento de Justiça dos EUA, a Odebrecht operava um "esquema de propina e fraudes sem paralelo"

Roberto Abreu e Lima, presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) visitou ParqtelRoberto Abreu e Lima, presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) visitou Parqtel - Foto: Divulgação

O jornal britânico "Financial Times" classificou a Odebrecht como uma "máquina de propina" em reportagem publicada nesta quarta-feira (28).

"O maior grupo de construção da América Latina corre o risco de ficar mais conhecido por criar uma das maiores máquinas de propina da história corporativa", diz o texto.
A reportagem menciona o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, departamento criado para controlar e distribuir os subornos de governantes "de Brasília a Maputo, em Moçambique".

O jornal destaca ainda que, para o Departamento de Justiça dos EUA, a Odebrecht operava um "esquema de propina e fraudes sem paralelo". Junto com o Brasil e a Suíça, os EUA fecharam um acordo de US$ 3,5 bilhões com a Odebrecht em troca do fim de ações judiciais contra a empresa."A descoberta de que uma das mais importantes empresas da América Latina conduziu esses crimes por tanto tempo e em tantas jurisdições abalou as bases do mercado brasileiro", afirma o "Financial Times".

A reportagem questiona se os acordos da Odebrecht e a Lava Jato serão capazes de limar a corrupção no Brasil, concluindo que, para tanto, é necessária uma reforma que reduza os custos das campanhas políticas e os incentivos para as fraudes.
"O escândalo da Odebrecht e a Lava Jato ao menos colocaram a necessidade dessas reformas no topo da agenda política", afirma o texto.

Veja também

Dívidas com Finam e Finor podem ser quitadas com até 70% de desconto
Economia

Dívidas com Finam e Finor podem ser quitadas com até 70% de desconto

Mega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 22 milhões
Economia

Mega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 22 milhões