Parlamentares britânicos acusam Facebook de dar acesso a dados de usuários

Empresas como a Netflix teriam acesso preferencial aos dados de usuários do Facebook, segundo o Parlamento britânico

NetflixNetflix - Foto: Pixabay

O Parlamento britânico acusou nesta quarta-feira (5) a rede social Facebook de dar a empresas como Netflix acesso preferencial aos dados de seus usuários, inclusive depois de ter tornado mais rígidas suas normas de privacidade em 2014-2015.

O comitê sobre mídias do Parlamento britânico publicou mais de 200 páginas de e-mails internos do Facebook, que obteve enquanto investigava a forma como a companhia foi utilizada para influenciar os resultados eleitorais em vários países. Esses e-mails aparecem em um processo contra o Facebook na Califórnia pela agora extinta empresa de criação de aplicativos Six4Three.

Leia também:
Facebook chega a 2,6 bilhões de usuários no mundo com suas plataformas
Em clima natalino, Netflix apresenta filmes, séries e até reality shows
Ataque hacker expõe dados de 500 milhões de hóspedes da rede Marriott


Segundo o presidente do comitê, Damian Collins, essas comunicações entre Facebook e Six4Three não deixam claro se os usuários sabiam que estavam utilizando suas listas de amigos e outras informações privadas. "O Facebook realizou claramente acordos com certas companhias, o que significa que depois das mudanças na plataforma em 2014-2015 mantiveram o acesso completo aos dados dos amigos", escreveu Collins.

"A ideia de vincular o acesso aos dados ao valor financeiro da relação entre os desenvolvedores e o Facebook aparece como um recurso recorrente nesses documentos", acrescentou. O Facebook disse em um comunicado transmitido à AFP, que os e-mails da Six4Tree "são apenas parte da história e são apresentados de forma muito enganosa fora de contexto".

O gigante de mídia social dos EUA lançou uma campanha pública em 2014 para acalmar as preocupações dos usuários sobre o vazamento de seus dados. Mas esses e-mails sugerem que o Facebook seguiu uma política de vender informações para um seleto grupo de grandes desenvolvedores de aplicativos, mesmo depois que as mudanças na plataforma foram totalmente implementadas em 2015. O diretor de plataformas e programas do Facebook, Konstantinos Papamiltiadis, disse à AFP na semana passada que a empresa "nunca vendeu dados de ninguém".

Veja também

Netflix dispara na bolsa após superar os 200 milhões de assinantes
Mercado

Netflix dispara na bolsa após superar os 200 milhões de assinantes

Privacidade e WhatsApp: em que a última atualização interfere?
Tecnologia e games

Privacidade e WhatsApp: em que a última atualização interfere?