Parque sustentável em Fernando de Noronha avança

“Os incentivos, inclusive os fiscais, poderão ser concedidos no âmbito de programas já existentes, mas cada caso será avaliado individualmente”, comentou o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier

ideia é zerar emissão de carbono em Fernando de Noronhaideia é zerar emissão de carbono em Fernando de Noronha - Foto: Arthur de Souza

O plano para zerar as emissões de carbono no arquipélago de Fernando de Noronha, tornando-o uma espécie de laboratório a céu aberto para produtos e projetos de baixo impacto ambiental, avançou mais uma etapa. O Parque de Soluções Sustentáveis, como está sendo chamado o conjunto de iniciativas a serem desenvolvidas na ilha, ganhou regras para implantação, divulgadas no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (22). A intenção é orientar possíveis investidores.

Entre as normas, o Estado se compromete a oferecer apoios e incentivos aos projetos, os quais poderão ser apresentados por empresas e/ou instituições nacionais e estrangeiras. “Os incentivos, inclusive os fiscais, poderão ser concedidos no âmbito de programas já existentes, mas cada caso será avaliado individualmente por um comitê do governo, com participação de 13 secretarias”, comentou o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Sérgio Xavier. No caso dos investidores estrangeiros, é requisitado um parceiro local.

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As proponentes poderão oferecer soluções em várias áreas, entre elas a geração de energia limpa, reaproveitamento da água, e outros. Além dos impactos ambientais, a instalação do Parque de Soluções também terá peso econômico, gerando novos modelos de negócios e fomentando o turismo educativo, científico e profissional, defende o secretário Xavier. Já há, inclusive, empresas interessadas em fornecer suas soluções e ações em curso. A instalação de duas usinas solares da Companhia Energética de Pernambuco - Celpe, já cortou em 12% as emissões. E, em breve, a chinesa BYD, produtora de veículos elétricos, vai testar seus ônibus elétricos no sistema de transporte da ilha.

Por outro lado, impactos de outro tipo de veículo, o avião, representam um desafio maior. Abastecidas com querosene de aviação, as aeronaves que chegam e saem da ilha são responsáveis por 54% dos gases poluentes liberados em Noronha.

“Pernambuco reúne todas as condições pela volumosa produção sucroalcooleira, a disponibilidade da Refinaria Abreu e Lima (que pode ser adaptada para processar o combustível) perto do aeroporto”, listou o secretário, que continuou. “Falta apenas encontrar um investidor”.

Os esforços aplicados em Noronha estão em sintonia com uma meta mundial de redução das emissões de carbono e de controle do aquecimento global. O compromisso brasileiro é reduzir em até 43% as emissões até 2030. “A ideia é que as soluções testadas em Noronha sejam replicadas, no futuro, em outros locais, como o Recife Antigo”, antecipa Xavier.

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