Páscoa deste ano será mais tímida; usar criatividade pode ajudar

A estimativa para este ano é que as vendas registrem uma queda histórica de 31,6%, segundo CNC

Especialista diz que o uso de ferramentas se tornou algo essencialEspecialista diz que o uso de ferramentas se tornou algo essencial - Foto: Bela Azoubel/Divulgação

A Páscoa é um período de confraternização, de presentear com os tradicionais ovos de chocolate. No entanto, a pandemia da Covid-19 trouxe uma imensa dificuldade aos empreendedores que dependem dessa sazonalidade para faturar mais com a época. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a estimativa para este ano é que as vendas registrem uma queda histórica de 31,6% em relação a 2019.

A páscoa é o principal período de vendas para a indústria do chocolate. Para este ano, a estimativa era de crescimento de 5% a 10% nas vendas, de acordo com pesquisas do segmento. Porém, a pandemia trouxe um dos maiores desafios enfrentados pelos empresários do setor que dependem da festividade. Para o gerente da unidade Sebrae RMR, Alexandre Alves, diante do período que estamos vivendo, é preciso saber se adaptar. “Quem estava se preparando para a Páscoa, precisou se adequar em relação a entrega. Agora o empreendedor precisa pensar em oportunidades de maneira remota investindo no comércio eletrônico”, explica. Ainda de acordo com ele, usar da criatividade é uma forma de sair na frente. “O uso da criatividade é importante, por isso desenvolver cesta de produtos, com kits, pode atrair as pessoas que querem presentear outros”, destaca.

Alves ainda aponta que o uso de ferramentas se tornou algo essencial. Antes da pandemia, ter um site, um Instagram, entregas delivery era um adicional, hoje é uma necessidade. “Dispor de um e commerce, um aplicativo, são soluções simples para enfrentar a crise, quando tratamos de negócios maiores. Já os micro, podem se valer das redes sociais, pois as ferramentas de monitoramento da página, podem ajudar o empreendedor. Além disso, investir em um atendimento mais profissionalizado, mais corporativo vai dar uma conotação melhor à empresa”, complementa. Outro ponto importante que Alves destaca é ter cuidado com a logística e ter o produto de prontidão para não queimar o negócio em razão de não concluir a entrega.

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E quem precisou se adaptar a todas essa rotina de entregas foi a empreendedora e proprietária da Adoçar e da 70serfit, Bela Azoubel. “Eu não costumava fazer entregas, e com a pandemia, precisei me adaptar, porque antes os clientes iam retirar na minha casa, mas agora precisei me adaptar, uma vez que as pessoas estão em isolamento”, conta. Ela ainda afirma que na primeira semana de isolamento, sentiu uma queda grande nas vendas. Mas com a chegada da Páscoa, os clientes passaram a fazer encomendas. "Na última semana fiz entregas pela Zona Norte do Recife com o carro lotado. Mesmo com essa confusão toda, as pessoas não deixam de comer"

Em meio a toda essa crise de saúde, a Páscoa vai ser uma época bem mais tímida. Segundo Bela, o ano passado foi positivo e a expectativa para este ano era ainda melhor. “Ano passado eu vendi cerca de 200 ovos de Páscoa. Para este ano, não vou ter isso. É que até as embalagens estou com dificuldade de adquirir. Com isso, elas estão mais caras, o que vai reduzir ainda mais a margem de lucro”, detalha.

Passando também por dificuldades e precisando ser criativa, a proprietária de uma confeitaria artesanal, Catarina Guedes, explica que até para conseguir os insumos encontra dificuldades. As entregas são feitas de carro, pela própria Catarina. Segundo ela, durante a pandemia é preciso investir no digital para minimizar os impactos. “Investir em Marketing Digital falando sobre a higienização dos produtos e aplicar algo mais descartável pode ajudar neste momento. Além disso, o micro pode usar de estratégias como um preço competitivo para atrair consumidores. Embora as grandes indústrias consigam aplicar maiores descontos, o pequeno empreendedor tem um controle de higiene mais controlado, o que causa uma maior segurança”, pondera.

Catarina ainda lembra que nesse período, usar da criatividade é um ponto chave. “Tem pessoas pedindo encomendas com bilhetes, uma frase com lembrança. É uma forma de empreendedor e tentar cativar o cliente. Por isso a gente faz bilhete e monta kits”, complementa.

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