Qui, 19 de Fevereiro

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Agropecuária

Pernambucanos são classificados para final da 4ª edição do Prêmio CNA Jovem

Os competidores propuseram alternativas inovadoras para a agropecuária do estado

Foto: Divulgação/ Senar-PE

Representando Pernambuco na 4ª edição do Prêmio CNA Jovem, Jonathan da Silva, do Recife, e Elisângela de Freitas, de Parnamirim, foram classificados com alternativas inovadoras para a agropecuária no interior do estado. Os competidores desenvolveram um plano de ação chamado Desafio, com duas propostas diferentes, para solucionar problemas do setor. Reconhecendo soluções para os desafios mais urgentes da atualidade, o programa é um importante instrumento de formação de lideranças para a agropecuária brasileira.

“Entre a inscrição e a premiação é um processo que dura um ano, tem etapas e desafios e o principal desafio é formar os novos líderes. Esse prêmio vem coroar um trabalho que é analisado tanto individualmente, quanto coletivamente, é um trabalho que é feito com várias mãos do Brasil inteiro, é uma participação coletiva, muito intensa. As últimas edições levaram os jovens para o exterior a visitar lugares relacionados a área de pesquisa e inovação que eles apresentaram. O prêmio não é o principal fator, é um programa que ele evolui, ele começa com a inscrição, os jovens são orientados a participar das etapas, e cada etapa tem um desafio, passando dos desafios, eles são classificados para estarem em busca dessa premiação.”, explica a supervisora pedagógica do Senar Pernambuco, Marli Silva.

"Os jovens pernambucanos, que atuam no meio rural, têm desenvolvido alternativas inovadoras. E este concurso é uma oportunidade de trocar experiências e adquirir conhecimentos sob o ponto de vista nacional, mas com foco de atuação local”, destaca o superintendente do Senar/PE, Adriano Moraes.

Os representantes pernambucanos na competição, Jonathan da Silva (22), do Recife, e Elisângela de Freitas (29), de Parnamirim, desenvolveram um plano de ação voltado para a agricultura no interior do estado, através de desafios.

Com o desafio “Ociosidade de terras em pequenas propriedades rurais no interior do estado”, o competidor Jonathan destacou o crescente número de áreas ociosas em Pernambuco. “Eu observei muito da realidade do interior do estado em relação ao processo de ociosidade de terra em algumas propriedades rurais e resolvi propor no programa CNA. Fizemos algumas atividades e provas a nível de capacitação geral em relação a questões voltadas ao agro e algumas atividades de liderança e outras propostas de projeto junto com a equipe técnica do Senar”, analisa o competidor.

“Hoje, como podemos perceber, o agronegócio está crescendo cada dia mais e a gente tem que favorecer o desenvolvimento e a rentabilidade de propriedades rurais independente do seu grau de hierarquia, perante a outras empresas e outros produtores mais competitivos. Fazer ações voltadas à capacitação e incentivo ao crescimento e a produtividade de produtores rurais da classe D e E é muito importante para o impulsionamento da atividade agropecuária local assim como incentivo geral no setor do agro”, complementa Jonathan.

Diante desse cenário, o estudo de Jonathan propõe a ampliação dos serviços de assistência técnica, investimento em tecnologia e inovação, regularização territorial e o incentivo da sucessão familiar no meio rural como medidas para reverter tal realidade.

Já a competidora Elisângela propôs o desafio “Manejo do solo e produção vegetal no agreste do estado de Pernambuco”, visando a conservação das terras agrícolas.

Para isso, a engenheira agrônoma e técnica administrativa em Educação pretende canalizar os conhecimentos sobre a ciência do solo, a fim de torná-los acessíveis aos produtores que, orientados, passarão a cultivar e conservar suas terras com mais eficiência.

“O desafio já estava na minha cabeça quando eu participei de um congresso sobre solos tropicais no ano passado, realizado pela UFRP, a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Nesse congresso, se discutiu muito sobre o manejo do solo, considerando a agricultura 4.0, que é muito aplicada na região Sul do País”, afirma Elisângela.

“O solo é o elemento mais básico para a produção. Se temos problemas com solos degradados, vamos ter problemas com a alimentação e a dificuldade vai ser bem maior. Então, quando eu pensei sobre o solo, é porque o solo é básico, é a fonte de nutriente, é a caixa d’água. O potássio e o cálcio são obtidos para a composição dos adubos a partir do solo. Quando falamos do manejo do solo tem muitas questões envolvidas”, ressalta a competidora.

Ao todo, 80 jovens, com idades entre 22 a 30 anos, participam da competição em todo o país. Eles estão divididos em equipes ligadas a cinco áreas: institucional, sindical, política, empresarial e educacional. A iniciativa é uma realização da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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