Pernambuco perdeu 111 vagas em julho

Pernambuco fechou o mês de julho demitindo mais do que admitindo, de acordo com dados do Caged para o mês. Resultado negativo chega após um mês da leve retomada na criação de postos de trabalho com carteira assinada, em junho.

Carteira de trabalhoCarteira de trabalho - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Pernambuco encerrou o mês de julho com resultado negativo na criação de trabalho formal. De acordo com dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho, as 28.612 admissões contra 28.723 demissões deixaram um saldo de 111 postos fechados no Estado. A queda reverte o resultado positivo de junho, quando houve criação de 121 vagas com carteira assinada.

No quadro nacional, ao contrário, o saldo de emprego teve o melhor desempenho para o mês de julho dos últimos seis anos, com a geração de 47.319 postos, a diferença entre 1.219.187 admissões contra 1.171.868 demissões. Com isso, o trabalho formal no Brasil conseguiu se recuperar da baixa do mês anterior, quando fechou 661 postos de trabalho com carteira assinada. Números de julho conseguiram reverter a curva de queda no País.

Segundo o professor e mestre em economia Tiago Monteiro, Pernambuco é um Estado que vai demorar um pouco mais para assimilar a ainda frágil recuperação econômica, principalmente no que tange o desemprego. “Construção civil, indústria e serviços de uma forma em geral são os protagonistas na captação de mão de obra, mas ainda apresentam quadros tímidos e receosos, o que colabora para essa oscilação, que deve perdurar até meados do segundo semestre do ano que vem, quando teremos uma noção das ações econômicas e um posicionamento mais fidedigno da nova equipe econômica que vai assumir o País após a eleição”, avalia Monteiro.

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Para o economista Thobias Silva, a grande característica da atual crise é o legado do desemprego elevado, o que se confere nas pesquisas oficiais, em especial no Nordeste. “A retomada do emprego depende do crescimento da economia com a retomada da confiança, o que hoje está mais complicado. Por esse motivo, muitas empresas estão esperando o fim das eleições para definir seus planos de médio prazo”, acredita o economista.

Além de Pernambuco, os estados que registraram mais demissões que admissões foram o Rio Grande do Sul, com 2.657 vagas fechadas, e o Rio de Janeiro, com 1.001 postos a menos. Na outra ponta, as unidades federativas com maior saldo de vagas, são Minas Gerais, que abriu 10,3 mil postos, e Pará, com 3,5 mil vagas de carteira assinada.

Terceirização
Com dois votos a favor da terceirização de atividades-fim, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma esta quinta-feira o julgamento dos processos que tratam da legalidade da prática. Os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux aprovaram os contratos terceirizados também para a atividade-fim das empresas, como estabeleceu a reforma trabalhista.

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