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Pernambuco vai contratar os R$ 4,6 bilhões do FNE

Desse total, R$ 1,2 bilhão já foi liberado. Mas o BNB afirma que há outros projetos em análise que podem completar o orçamento, que desde 2014 não é totalmente contratado no Estado

Energia eólicaEnergia eólica - Foto: Arquivo

Fonte de crédito barato para o setor produtivo, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) tem contribuído com a retomada dos investimentos em Pernambuco. Segundo o Banco do Nordeste (BNB), que opera o fundo com juros máximos de 6,6% ao ano, R$ 1,2 bilhão do FNE foi contratado no Estado neste ano. E outros financiamentos estão em análise no banco. Por isso, em 2018, o Estado deve usar todo o orçamento do fundo, o que não acontece desde 2014.

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Superintendente do BNB em Pernambuco, Ernesto Lima Cruz revelou que R$ 4,6 bilhões do FNE foram liberados para o Estado em 2018. O orçamento é bem maior que o do ano passado e prevê a aplicação de R$ 2,5 bilhões em projetos de infraestrutura. Mas, diferente do que aconteceu nos últimos anos, quando nem 70% dos recursos foram contratados, Cruz garante que ele deve ser totalmente emprestado até dezembro.

“Até 31 de agosto, liberamos 42 mil operações que somam R$ 1,2 bilhão. Mas muitos outros projetos foram prospectados e estão em análise. São contratos que já podem ser autorizados neste mês e nos dão a possibilidade de cumprir o orçamento de R$ 4,6 bilhões”, afirmou o superintendente, dizendo que o volume de propostas tem sido tão alto que já há projetos aguardando o orçamento do FNE para 2019, que, por sinal, será definido nesta quarta-feira (12) pelo BNB. “Mesmo com o quadro recessivo e a incerteza política, há um sentimento de confiança no empresariado pernambucano e nas empresas que vêm de fora para instalar empreendimentos aqui”, explicou Cruz.

Ainda segundo o BNB, a maior parte desses investimentos vai para o setor de energia.
O superintendente revelou que 80% dos R$ 2,5 bilhões destinados a infraestrutura neste ano devem ser contratados por projetos de geração, distribuição e energia elétrica. “Só a energia eólica deve consumir 30% desse orçamento e tem perspectivas ainda maiores para 2019”, contou.

Os projetos de energia prospectados para este ano, contudo, ainda estão aguardando a liberação do BNB para serem assinados. Por isso, por enquanto, é o setor rural que domina as contratações. “Do R$ 1,2 bilhão já financiado neste ano, 45% foi aplicado no setor do agronegócio, em projetos de implantação e modernização das propriedades. Mais 35% foram para comércio e serviços e 8% para a indústria”, detalhou Cruz, dizendo que o restante do crédito foi pulverizado nos outros setores da economia pernambucana.

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