Pesquisa aponta material escolar mais barato

Procon-PE comparou os valores dos produtos mais procurados na lista de material escolar de dezembro deste ano com os de dezembro de 2018

Procon-PE realizou uma pesquisa dos produtos mais procurados na lista de material escolar Procon-PE realizou uma pesquisa dos produtos mais procurados na lista de material escolar  - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Com a volta às aulas chegando, muitas escolas já estão disponibilizando aos pais a lista de material escolar. Pensando nisso, o Procon-PE realizou uma pesquisa dos produtos mais procurados na lista de material escolar e mostrou que eles estão mais baratos. Dos 31 produtos pesquisados, 19 estão mais baratos.

A pesquisa comparou os valores de dezembro deste ano, com os de dezembro de 2018. A queda mais representativa foi em relação a caixa de caneta hidrográfica (hidrocor), de 12 cores. No ano passado o produto custava, em média, R$ 6,85 e este ano passou para R$ 3,60%, o que indica uma queda no preço de 47,45%.

Além de comparar os preços do material escolar deste mês com o mesmo período de 2018, o órgão de defesa do consumidor também verificou os preços dos produtos em diferentes estabelecimentos. Na pesquisa, um dos produtos que teve a maior variação foi o papel crepom, com uma diferença de 287,76%.

Outro item que teve uma variação acima de 200% foram as mochilas escolares com desenho. “Produtos com desenhos e personagens, como cadernos, mochilas, estojos, têm uma diferença muito grande no valor”, destaca a gerente de fiscalização do Procon-PE, Danyelle Sena. “A dica para o consumidor é sempre analisar os preços. Produtos que têm personagens chegaram a dobrar de valor” ressalta.

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Com a lista escolar em mãos, para tentar economizar um pouco, a empregada doméstica Alexsandra Tavares, 34, resolveu tentar comprar logo o material escolar dos dois filhos, Maicon e Rayhanne. “Eu estou achando até mais caro esse ano. Quero pesquisar logo para não precisar tá na correria em janeiro. Achei que por estar fora do período escolar iria conseguir comprar mais em conta”, lamentou.

Por outro lado, há quem aponte que os preços estão bons. A estudante de relações internacionais, Danielle Neves, 28, aproveitou que a escola do seu filho de 2 anos, já disponibilizou a lista e foi às compras. “É a primeira experiência comprando material. Então, tem várias coisas que não faço ideia para o que serve. Com há várias opções, fica mais fácil de colocar na faixa de preço que quero” conta a estudante que não pretende pesquisar por falta de tempo. “Vou comprar tudo no mesmo canto, pela praticidade”, explica. “Essa ferramenta de pesquisa do Procon auxilia muito quem não tem tempo para pesquisar e já pode ir no local certo”, afirma Danyelle Sena.

Lista escolar
O Procon ainda lembra que materiais como papel higiênico; detergente; material de limpeza em geral; pasta de dentes; pincel atômico; giz branco ou colorido; fitas adesivas; álcool (líquido ou em gel); medicamentos; cartucho para impressoras; envelopes; sacos plásticos; entre vários outros são proibidos. Quem quiser ter acesso tanto a pesquisa como a relação da lista de materiais que o Procon proíbe, pode solicitar no próprio órgão ou solicitar o documento por e-mail que é o [email protected].

“Resma de papel ofício é um dos itens que o Procon proíbe. Material coletivo já precisa estar incluído na mensalidade da escola”, orienta Danyelle. Além disso, as escolas não podem determinar as marcas dos produtos permitidos nas referidas listas de materiais escolares. A multa para quem descumprir a legislação parte de R$ 1.050 e pode chegar a R$ 9 milhões de acordo com a gravidade.

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