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Pesquisa aponta que guardar dinheiro é a meta do brasileiro

Estudo da CNDL e SPC Brasil mostra que a maioria das pessoas quer uma reserva financeira. Por isso, veja dicas para iniciar sua poupança

FinançasFinanças - Foto: Arte/Folha de Pernambuco

Ano novo, vida nova. Como diz o ditado, muitas pessoas querem levar a sério as mudanças planejadas para o ano que se inicia. Mesmo sendo um desejo já conhecido dos brasileiros, o objetivo de fazer uma reserva continua firme e forte. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que, pelo segundo ano consecutivo, guardar dinheiro figura como a principal meta financeira do brasileiro. Para este ano, o objetivo é compartilhado por 49% dos entrevistados. Depois, 30% planejam fazer uma viagem, 28% pretendem comprar ou reformar a casa e 27% querem tirar as finanças do vermelho. A pergunta que os consumidores fazem agora é como iniciar a tão sonhada poupança para alcançar a principal meta de 2020?

De acordo com o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos, essa é uma questão de hábito. “Geralmente, as pessoas não têm o hábito de guardar dinheiro. Então, primeiro é preciso criar o hábito para poder mantê-lo”, explicou o economista.

A partir disso, como devemos iniciar o hábito? “Se começar com um nível de cobrança muito alto, que possa estrangular o consumo da pessoa e abalar o orçamento mensal, esse hábito não vai para frente. Então, o ideal é começar com recursos básicos. Todo mêsa pessoa deve colocar dinheiro para criar o hábito e, paulatinamente, ver o que consegue guardar. Começar com R$ 10, R$ 20, R$ 30 pode ser o indicado”, sugeriu Ramos, ao exemplificar. “Se uma família tem uma renda mensal entre R$ 1.500 e R$ 2.000, e for querer guardar R$ 200 a R$ 300, ela vai sentir falta do consumo, mesmo que não seja um consumo consciente. Ou seja, ela vai achar que está sendo penalizada com a mudança, por isso não é sugerido começar com valores altos”, disse Ramos.

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E, em qual determinado momento o consumidor pode subir o valor a ser guardado? “Quando a pessoa sentir que vai poupar o valor, que é natural já separar um valor a cada mês, pode ir aumentando o dinheiro a ser guardado”, disse Rafael Ramos.
O especialista indica que é interessante a pessoa ter guardado no banco um valor seis vezes correspondente a sua despesa média mensal. “Por exemplo, se sua despesa for de R$ 1.000 por mês, o ideal é ter no banco R$ 6.000. Isso significa que a pessoa fica protegida durante seis meses. Caso aconteça alguma eventualidade, ela tem seis meses para se organizar e ir em busca de se reestruturar para não ser tão afetada”, comentou Ramos, ao acrescentar que a pessoa pode continuar a guardar dinheiro, mesmo se alcançar o valor estipulado como meta.

Mas você pode estar se perguntando agora: onde posso guardar esse dinheiro? O especialista comenta que, inicialmente, o mais recorrente é guardar na poupança. “Hoje a poupança rende muito pouco, mas é interessante pela sua liquidez. Para começar, a pessoa pode colocar na poupança porque pode retirar odinheiro quando precisar. Ela é um investimento fácil. Com outros investimentos, a pessoa pode perder dinheiro se tirar antes do prazo ou pode não tirar na hora que quer. Depois, quando o valor crescer, a pessoa pode começar a fazer investimentos mais sofisticados”, orientou Ramos, ao complementar que é sempre importante buscar orientação, e não só ouvir o gerente do banco.

Com todas essas dicas, que tal colocar em prática a nova meta? “Poupar é investir. A pessoa trabalha e recebe um valor, é interessante não gastar tudo em consumo. Se guardar, você vai estar com recurso em condições de aplicar e se tornar mais produtivo, seja para investir em educação, em negócio, em infraestrutura, ou, até mesmo, ter um extra para qualquer eventualidade, como um quadro de desemprego maior ou doença”, finalizou Ramos.

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