Pessimismo se espalha no exterior, derruba Bolsas e faz dólar voltar a subir

Bolsa brasileira recuou 0,35%, a 85.300 pontos. Entre as principais perdas estiveram Vale e Petrobras

Para aderir à OCDE o país tem que seguir parâmetros adotados pelos sóciosPara aderir à OCDE o país tem que seguir parâmetros adotados pelos sócios - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O mercado doméstico brasileiro não conseguiu passar incólume ao dia negativo do exterior e, nesta terça-feira (23), Bolsa brasileira recuou. O dólar voltou a subir, mas conseguiu se manter abaixo do patamar de R$ 3,70. A moeda americana terminou o dia em alta de 0,24%, a R$ 3,6970. No exterior, o dia foi negativo para emergentes. De 24 divisas, o dólar ganhou força sobre 16.

Já a Bolsa brasileira recuou 0,35%, a 85.300 pontos, contagiada pelo exterior negativo. As perdas arrefeceram ao longo do dia, conforme os mercados americanos também reagiam. Entre as principais perdas estiveram Vale e Petrobras, as duas companhias que ajudaram a sustentar a valorização do Ibovespa na véspera.

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No cenário externo, investidores seguem preocupados com a desaceleração chinesa, a crise orçamentária da Itália e a dificuldade de um acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia (o Brexit) e, por fim, com os rumos da economia americana.

Os principais índices asiáticos, europeus e americanos fecharam em queda nesta terça. "No exterior, persistem muitas dúvidas sobre as reações da Itália e União Europeia por conta do orçamento deficitário de 2019. O primeiro ministro Conte disse não existir plano "B" e que está ansioso para reunião com a União Europeia para explicar", escreveu Alvaro Bandeira, da Modalmais.

No mercado doméstico, o noticiário político foi um pouco mais esvaziado.
Investidores seguem atentos à movimentação da equipe de Jair Bolsonaro (PSL) em prol da formação de maioria no Congresso, caso seja eleito. O principal movimento recente é a articulação com o DEM, partido do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que pode ser reconduzido ao posto.

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