BRASIL

PIB freia e cresce 0,1% no terceiro trimestre, diz IBGE

Freada foi puxada pelo consumo das famílias e pelo setor de serviços

Movimentação no comércio de rua do Recife Movimentação no comércio de rua do Recife  - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Após o forte crescimento no primeiro semestre, que superou as projeções de analistas, a economia brasileira deu uma freada brusca no terceiro trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB, valor de todos os bens e serviços produzidos) cresceu 0,1% ante o segundo trimestre, ante o segundo trimestre. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE.

A freada já era esperada. Pesquisa do Valor sobre as projeções de analistas de instituições financeiras e consultorias apontava para uma retração de 0,2% no PIB do terceiro trimestre sobre o segundo.

O ritmo mais moderado foi imposto pela dinâmica de consumo, atrapalhada pelas taxas de juros ainda elevadas e pelo fato de que não houve novos estímulos à renda por parte do governo, uma vez que o reajuste do valor mensal do Bolsa Família já produziu seu efeito de alta.

Apesar da piora na dinâmica de consumo, a melhoria gradual do mercado de trabalho ainda tem sustentado os gastos das famílias.

 

Ainda assim, ritmo mais moderado do consumo e a falta de dinamismo da indústria puxaram o freio de mão também no setor de serviços, contribuindo para a desaceleração da economia.

Houve também um certo esgotamento do avanço do setor, à medida que a pandemia de Covid-19 vai ficando cada vez mais para trás. Logo após a abertura da economia, serviços cresceram com força.

Como o setor responde por quase 70% do PIB, seu arrefecimento acaba levado à perda de fôlego da economia como um todo.

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