Pagamentos

PIX, o novo sistema de pagamentos do Banco Central

A novidade será uma alternativa mais rápida aos tradicionais TED e DOC

DinheiroDinheiro - Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Com a promessa de revolucionar os meios de pagamentos no Brasil, o Banco Central está elaborando o Novo Sistema de Pagamentos Eletrônicos Brasileiros, o PIX, previsto para entrar em operação em novembro. A novidade será uma alternativa aos tradicionais TED e DOC. As operações poderão ser feitas durante todos os dias do ano, 24 horas por dia, e vão incluir todo e qualquer meio e tipo de pagamento, a ser realizado por QR Code ou inserção de informações pessoais.

 

O PIX terá o objetivo de facilitar a transferência de valores entre pessoas, pagamento de contas e até o recolhimento de impostos e taxas de serviço. Diferente das atuais formas de pagamento, ele levará cerca de 10 segundos para ser efetuado. 

 

Até o momento, 980 instituições financeiras já estão em processo de adesão ao sistema, segundo balanço divulgado durante o Fórum de Competitividade do Varejo, promovido pelo Ministério da Economia e pelo Banco Central, no último dia 7. Apenas bancos e fintechs com mais de 500 mil contas ativas poderão aderir à ferramenta.

 

 

O Banco Central informou que o PIX será gratuito para pessoa física, mas para o recebedor terá tarifas mínimas a serem cobradas pelas operações, além da redução significativa de custos de transação para o varejista.

 

As transferências ocorrerão diretamente da conta do usuário pagador para a do recebedor, sem a necessidade de intermediários, reduzindo os custos de transação. O Banco Central destacou ainda que será possível realizar saques dentro das loja varejistas, mas as diretrizes desta funcionalidade serão divulgadas em agosto.

 

De acordo com consultor econômico, professor de economia do Cedepe e diretor executivo da SDE Consultoria, Ednaldo Figueiroa, a instantaneidade da ferramenta é positiva. “Ela é muito boa porque pode ajudar a reduzir erros e agilizra os processos. Também entra para diminuir o uso de cédulas no varejo, facilitando as formas de pagamento”, avalia.

 

O Banco Central estabeleceu dois tipos de QR Code: estático e dinâmico. O primeiro poderá ser usado em múltiplas transações e permitirá a definição de um valor fixo para um produto ou a inserção do valor pelo pagador. Também poderá ser utilizado para transação entre duas pessoas. O dinâmico será de uso exclusivo a cada transação e permitirá a inserção de informações adicionais, facilitando a automação comercial. Ele servirá para supermercados e restaurantes, por exemplo.

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