Plano de recuperação judicial da Saraiva é aprovado depois de série de atrasos e entraves

A Saraiva entrou com pedido de recuperação judicial em novembro de 2018 e não teve caminho fácil no processo de aprovação

Livraria SaraivaLivraria Saraiva - Foto: Reprodução/Instagram

Os credores da Saraiva aprovaram na tarde desta quinta-feira (29) o plano de recuperação judicial da empresa. Em uma assembleia mais esvaziada se comparada a edições anteriores e com uma percepção geral de que finalmente o plano seria aprovado, o encontro terminou com um placar de 381 votos favoráveis ao plano e de apenas 57 votos contrários.

Com isso, finalmente foi aceita a proposta de pagar 5% da dívida ao longo de 15 anos. Os demais 95% serão pagos em debêntures (títulos de dívidas) emitidos 16 anos após a homologação do acordo. A dívida da Saraiva é de R$ 684 milhões.

O plano deve ser agora homologado por um juiz. O prazo passa a contar após a publicação da decisão.

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A Saraiva entrou com pedido de recuperação judicial em novembro de 2018 e não teve caminho fácil no processo de aprovação.

No fim de junho, quando havia um alto o risco de que o plano fosse reprovado e provocasse a falência da empresa, a Saraiva resolveu refazer a proposta e reapresentá-lo no mês seguinte. O mercado editorial sentia falta de métricas que permitissem avaliar a eficiência da recuperação depois que ela fosse aprovada.

O impasse fez com que a empresa adiasse diversas vezes a data de votação do plano de recuperação -caso que se estendeu até domingo (25), quando a rede de livrarias aceitou a exigência de um grupo de credores e concordou em afastar o presidente da empresa, Jorge Saraiva Neto.

Pelo plano aprovado, a Saraiva aceita afastar a família fundadora da gestão da empresa. Além disso, se compromete a contratar uma empresa de recrutamento para elaborar uma lista tríplice com indicados ao cargo de presidente da companhia.

Essa consultoria vai indicar também nove profissionais para duas vagas no conselho de administração da Saraiva. Nessa lista, os credores poderão vetar quatro dos nomes.

O conselho será composto por cinco pessoas -um membro escolhido pela família Saraiva, um escolhido pelos controladores dentre os profissionais não vetados pelos credores e dois escolhidos pelos acionistas minoritários. São eles que nomearão o sucessor de Jorge Saraiva Neto.

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