Polo gesseiro local pode ser beneficiado

Por ano, três milhões de toneladas de gesso são produzidas no Estado, gerando R$ 800 milhões para a cadeia gesseira

 

A aproximação comercial entre Brasil e Argentina, com a visita oficial do presidente Maurício Macri, representa um passo importante para o Polo Gesseiro do Araripe. Isso porque, desde que a crise econômica atingiu o governo hermano, a prospecção daquele mercado foi postergada pelas empresas locais. Agora, e se os laços com países da América Latina realmente ficarem mais estreitos, a relação comercial pode se tornar possível entre os países porque há demanda por esse tipo de produto.

Atualmente, o polo exporta apenas 1% da sua produção para o Paraguai e o Panamá. Por ano, três milhões de toneladas de gesso são produzidas no Estado, gerando R$ 800 milhões para a cadeia gesseira.
“Iniciamos a negociação entre 2007 e 2008, mas recuamos com a acentuação da crise por lá. Além disso, a então presidente Cristina Kirchner colocava uma série de empecilhos comerciais, o que dificultou a nossa entrada no mercado”, disse o ex-presidente do Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso), Josias Inojosa Filho, que destacou que a demanda dos vizinhos são de argamassas e blocos de gessos.

“Vamos retomar as conversas sim, afinal eles continuam nos procurando. Até agora, estávamos receosos apenas com o comportamento da economia em ambos os países”, frisou. Pernambuco concentra 97% da produção de gesso do País. No entanto, nos últimos anos, o mercado caiu 50% em função da crise no setor imobiliário.

 

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