Porto de Suape tem produtos encalhados e operações lesadas

Produtos como combustíveis, gás de cozinha e trigo estão encalhados no Porto

Complexo de SuapeComplexo de Suape - Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco

Porto de Suape lançou, na tarde desta quinta-feira (24), nota afirmando que os terminais instalados estão sentindo os efeitos da proibição do acesso de veículos à área portuária, devido aos bloqueios realizados por caminhoneiros desde o início da semana. Estão sendo liberados apenas veículos de pequeno porte e ônibus de trabalhadores. Com isso, segundo o Porto, a carga e descarga de produtos e as operações portuárias estão sendo lesadas.

Na terça-feira (22), após a Infraero informar que 70 voos seriam prejudicados no Aeroporto Internacional dos Guararapes, foi expedida uma decisão federal para que permitissem a passagem de caminhões com querosene para as aeronaves. Na manhã da quarta-feira (23), um comboio de oito caminhões-tanque tiveram a passagem liberada, no entanto, segundo a administração do Porto de Suape, até agora os veículos permanecem no pátio.

Gás de cozinha
Quanto aos caminhões de combustíveis, entre 1,6 mil e 2 mil caminhões estão deixando de ter acesso ao porto. Essa quantidade representa cerca de 70% da frota responsável pelos combustíveis .Os terminais estão com a armazenagem em 67%. Desde segunda-feira nenhuma unidade de envase de Gás Liquefeito e Petróleo-GLP (gás de cozinha) foi retirado do porto, que está com 100% de sua capacidade de armazenagem.

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Até o momento, nenhum navio foi impedido de atracar. Porém, se a situação continuar, de acordo com a nota, novos navios podem deixar de atracar devido à falta de área para armazenagem ou falta de carga para o embarque. O Terminal de Contêineres (Tecon) paralisou as movimentações rodoviárias desde a terça-feira, deixando um volume de aproximadamente 5 mil contêineres de 20 pés parado.

Todas as empresas do porto e embarcações estão impedidas de receber mantimentos, produtos de limpeza, água e coleta seletiva de lixo. Termoelétricas também estão sendo prejudicadas com a falta do óleo combustível. A Bunge Moinho, que armazena trigo, está com os silos praticamente cheios.

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