Investimento

Porto do Recife inicia obra para poder receber navios de maiores proporções

Serviço de dragagem do terminal portuário será de R$ 28,3 milhões. Após finalização, porto poderá receber navios de grande porte

Obra de dragagem no Porto do RecifeObra de dragagem no Porto do Recife - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Após quase 20 anos, o Porto do Recife está realizando uma nova obra de dragagem na sua zona portuária. Serão R$ 28,3 milhões para realizar o serviço, que consiste em retirar os resíduos acumulados no fundo da água para que o porto possa receber navios de maiores proporções, capazes de ampliar a competitividade do ancoradouro. A obra foi iniciada no último sábado, quando o navio Lelystad, da empresa holandesa Van Oord, chegou ao porto. 

Serviço concluído em 40 dias 

A expectativa é que o serviço seja finalizado em 40 dias. O último ano em que a área portuária recebeu uma obra de dragagem foi em 2012, um serviço que, no ideal, deveria ser realizado a cada dois anos, em média. Isso porque dois rios, o Capibaribe e o Beberibe, assoreiam muito a área dos berços de atracação dos navios, fazendo com que eles não possam ancorar.

“Agora, o porto poderá receber navios de grande porte, aumentando operações no ancoradouro e, assim, nossa competitividade. Só quando ainda estávamos na expectativa de fazer o serviço, quatro empresas já estavam dando propostas para fazer novas operações no porto. O interesse é que elas tenham um pátio para carregar e descarregar os insumos”, destacou o presidente do Porto do Recife, José Lindoso.

Presidente do Porto do Recife, José LindosoPresidente do Porto do Recife, José Lindoso. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A obra vai abranger o cais de acesso aos berços, os próprios berços de atracação e a bacia de evolução, onde o navio faz as manobras. Do berço 00 ao 01, será aprofundado para 10 metros de profundidade; do berço 02 ao 06, para 11 metros de profundidade; e do trecho do berço 07 ao 09, para os 8 metros de profundidade. Os trechos mencionados chegarão às profundidades máximas, na maré alta, de 12,70m, 13,70m e 10,7m respectivamente. Segundo o ancoradouro, serão aproximadamente 832.200 mil metros cúbicos de sedimentos dragados juntando todas as áreas. 

Empresas que trabalham com cevada, trigo, milho, açúcar, barrilha, entre outros produtos, poderão ampliar suas operações no porto. “O porto perdeu atratividade porque não tinha como os navios grandes atracarem. Com o açúcar aconteceu isso, por exemplo. O navio chegava, carregava só uma parte do açúcar e depois seguia para o porto de Maceió, em Alagoas, para continuar seu carregamento, o que fazia com que o Porto do Recife perdesse dinheiro”, pontuou Lindoso.

Exportação de açúcar crescerá  

Depois da dragagem finalizada, os exportadores de açúcar vão conseguir fazer todo seu carregamento no Recife e exportar para todos os lugares do mundo. “O açúcar que exportamos tem um crescimento previsto de cerca de 40%. Os fertilizantes que importamos principalmente da Bélgica têm uma expectativa de 20% de incremento. O milho que abastece a avicultura do Estado e da Paraíba também crescerá cerca de 40%. A barrilha, um dos principais produtos que movimentamos na capital pernambucana, tem previsão de 30% de crescimento. O material metalúrgico, que apresentou um crescimento de 172,53% em 2021, possui uma expectativa de incremento de 10%”, complementou o presidente do ancoradouro”, acrescentou o presidente do ancoradouro.

Como funciona a dragagem

Um navio com uma draga está retirando, 24 horas por dia, os resíduos do fundo da água. Depois que o navio fica cheio de resíduos, ele vai para uma área no alto mar com bastante profundidade, estudada e indicada pela Capitania dos Portos, para descarregar o resíduo. Depois ele volta para o porto e reinicia o processo.

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