Potencial de petróleo em Pernambuco será explorado

ANP vai descentralizar áreas para exploração de petróleo e gás em rodada de licitação, próxima quinta. Bacia de Pernambuco-Paraíba será desbravada. Até agora, 17 empresas manifestaram interesse em participar da licitação

Diretor-geral da ANP, Décio OddoneDiretor-geral da ANP, Décio Oddone - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Com objetivo decentralizar e abrir investimentos para explorar o potencial das áreas das bacias de Campos e Santos que estão fora do Polígono do Pré-sal, a Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP) promove, nesta quinta-feira (10), a 16ª Rodada de Licitações. Na ocasião, serão ofertados 36 blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares marítimas de Jacuípe (Bahia), Camamu-Almada (Bahia), Campos, Santos e Pernambuco-Paraíba. No total, serão disponibilizadas 29,3 mil quilômetros quadrados de área para exploração.

De acordo com o diretor geral da ANP, Décio Oddone, a bacia Pernambuco-Paraíba é considerada de nova fronteira, ou seja, uma área sobre a qual ainda há pouco conhecimento geológico ou barreiras tecnológicas a serem vencidas. “A intenção ao ofertar essas áreas é atrair e descentralizar novos investimentos no país, identificar novas bacias produtoras e ampliar as reservas e a produção brasileira”, afirma Oddone.

Leia também:
ANP divulga lista com 13 empresas habilitadas a leilão de petróleo
Primeiro leilão da ANP no ano teve 33 blocos arrematados


Ainda segundo o diretor, caso seja encontrado petróleo e/ou gás natural, o estado receberá royalties sobre a produção realizada. Além disso, haverá um impacto positivo na economia local com geração de empregos, demanda por bens e serviços locais e distribuição de renda. “Caso alguma área seja arrematada, ainda que não chegue a produzir, haverá o compromisso, por parte das empresas, de realizar investimentos para aumentar o conhecimento sobre a bacia sedimentar”, garante o diretor geral da agência.

A 16ª Rodada oferecerá os blocos no modelo de concessão, no qual as empresas ou consórcios vencedores são definidos por dois critérios: bônus de assinatura (80%) e programa exploratório mínimo - PEM (20%) oferecidos pelas licitantes. Os bônus são os valores em dinheiro ofertados pelas empresas, a partir de um mínimo definido no edital, e são pagos pelas vencedoras antes de assinarem os contratos.

Para a 16ª Rodada, os bônus de assinatura mínimos variam de R$ 1,5 milhão, na Bacia de Jacuípe (Bahia), a R$ 1,3 bilhão, na Bacia de Campos. Já o PEM, medido em unidades de trabalho (UTs), define um mínimo de atividades que a empresa se propõe a realizar no bloco durante a primeira fase do contrato (fase de exploração), como sísmicas, perfurações de poços etc.

Ao todo, 17 empresas estão inscritas nessa rodada, entre elas, a Exxonmobil Exploração Brasil Ltda, Petrobras e Shell Brasil Petróleo Ltda.

Veja também

Senado aprova com alterações Marco Legal das startups
Economia

Senado aprova com alterações Marco Legal das startups

'Entregamos nossas promessas', diz presidente demitido da Petrobras ao anunciar lucro de R$ 7,1 bi
Estatal

'Entregamos nossas promessas', diz presidente demitido da Petrobras ao anunciar lucro de R$ 7,1 bi