Presidente da Caixa afirma que classe média terá juro de mercado para crédito habitacional

Após tomar posse no Palácio do Planalto, Guimarães explicou que as taxas para os mais pobres não serão reajustados

Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro GuimarãesPresidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães - Foto: Evaristo Sá/AFP

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (7) que pessoas de classe média vão pagar taxas de juros de mercado, mais altas que as do Minha Casa Minha Vida, para o financiamento habitacional. Após tomar posse no Palácio do Planalto, Guimarães explicou que as taxas para os mais pobres não serão reajustados, mas fez a ponderação.

"O juro não vai subir para o Minha Casa Minha Vida. Se hoje você tem zero de empréstimo para pessoas de classe média, não vai ser os juros de Minha Casa Minha Vida, porque juros de Minha Casa Minha Vida é para quem é pobre", disse.

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"Para quem é classe média, tem que pagar mais, ou vai buscar no Santander, no Bradesco e no Itaú. Na Caixa, vai pagar juros maior do que o do Minha Casa Minha Vida, certamente, e vai ser juros de mercado", ressaltou.

Guimarães afirmou que as fontes de recursos do FGTS e da poupança, que alimentam os financiamentos habitacionais do banco, estão no limite. Para ampliar a carteira de crédito da instituição, ele anunciou um processo de securitização de parte da carteira de crédito da Caixa, ou seja, a venda no mercado de papéis lastreados a financiamentos que o banco concedeu.

De acordo com Guimarães, o objetivo é que a Caixa venda uma parte relevante do seu crédito nos próximos dez anos, podendo alcançar um total de R$ 100 bilhões. O presidente do banco explicou que pessoas que recebem hoje até 4% ao ano com aplicações feitas na Caixa poderão ganhar no futuro até 8% investindo em papéis ligados a esses créditos imobiliários.

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